ONU visita laboratório brasileiro interessado em fornecer produtos para organismos internacionais

Representantes do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e do Ministério da Saúde visitaram na última semana (21) a fábrica da União Química em Brasília. Laboratório quer levar seus produtos para o mercado internacional de fornecedores que abastecem as agências da ONU. Organismos internacionais têm incentivado participação brasileira nas cadeias de produtos de saúde.

Comitiva formada por profissionais do UNFPA, da OPAS e do Ministério da Saúde em visita à União Química, em Brasília. Foto: Divulgação/União Química

Comitiva formada por profissionais do UNFPA, da OPAS e do Ministério da Saúde em visita à União Química, em Brasília. Foto: Divulgação/União Química

Representantes do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e do Ministério da Saúde visitaram na última semana (21) a fábrica da União Química em Brasília. Laboratório quer levar seus produtos para o mercado internacional de fornecedores que abastecem as agências da ONU. Organismos internacionais têm incentivado participação brasileira nas cadeias de produtos de saúde.

Para o UNFPA, a pré-qualificação do Brasil — uma das etapas de aprovação das empresas que desejam se tornar parceiras da ONU — é de grande importância para países latino-americanos. Atualmente, a região é uma das maiores clientes do Programa Global de Aquisição de Insumos em Saúde Sexual e Reprodutiva das Nações Unidas. Todavia, dos 214 fornecedores qualificados, apenas quatro estão na América Latina e Caribe, o que gera custos altos para o transporte do material.

“Com a visita, também buscamos fortalecer o governo brasileiro a trilhar novos caminhos na garantia do fornecimento de insumos estratégicos para saúde no âmbito internacional e para que empresas brasileiras possam somar-se a esse movimento”, afirmou a assessora para saúde sexual e reprodutiva do UNFPA, Nair Ramos de Souza.

A qualificação dos produtos garante que eles tenham qualidade, além de assegurar um preço competitivo e o acesso para a população com a maior demanda não atendida.

“Na América Latina e no Caribe, 62% das mulheres de 14 a 48 anos desejam planejar a gravidez, mas 22% delas não utilizam um método contraceptivo efetivo, o que representa um total de 23 milhões de mulheres. O resultado é um percentual elevado de gravidezes não intencionais, que chegam a 75% neste grupo”, acrescentou Nair.

“Tivemos o prazer de receber a visita da equipe na nossa Unidade de Brasília, que tem uma Divisão Hospitalar cuja atuação corrobora os principais pontos da missão da nossa empresa: produzir, desenvolver e fornecer produtos com qualidade para a melhoria da saúde da sociedade, ao mesmo tempo em que geramos oportunidades para parceiros, colaboradores e investidores”, afirmou o diretor comercial hospitalar da União Química, Amaro Souza Júnior.

O laboratório atua em diversos nichos da indústria farmacêutica — entre eles, a venda injeções anticoncepcionais e outros produtos contraceptivos em parceria com o Ministério da Saúde.