ONU vê melhora na situação de segurança do Sudão do Sul

A situação da segurança no Sudão do Sul melhorou significativamente desde o recém-assinado acordo de paz entre lados opostos na guerra civil do país, disse em dezembro (18) o subsecretário-geral para Operações de Paz das Nações Unidas, Jean-Pierre Lacroix, ao Conselho de Segurança.

Capacetes-azuis servindo à Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) realizam patrulha em Bentiu no início de dezembro de 2018. Foto: ONU/Isaac Billy

Capacetes-azuis servindo à Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) realizam patrulha em Bentiu no início de dezembro de 2018. Foto: ONU/Isaac Billy

A situação da segurança no Sudão do Sul melhorou significativamente desde o recém-assinado acordo de paz entre lados opostos na guerra civil do país, disse em dezembro (18) o subsecretário-geral para Operações de Paz das Nações Unidas, Jean-Pierre Lacroix, ao Conselho de Segurança.

Lacroix relatou que comandantes militares de ambas as partes abriram linhas de comunicação e que medidas de construção de confiança renderam frutos. Estradas foram reabertas, civis podem se mover livremente pelo país e algumas pessoas deslocadas internamente puderam voltar às suas áreas de origem.

No entanto, ataques violentos continuam, disse. Lacroix deu exemplo de confrontos esporádicos na região do Grande Nilo Superior no início de dezembro, que resultaram em 21 mortes, e expressou séria preocupação sobre ataques contra civis, incluindo mais casos de estupros.

“Violência intercomunal, assim como criminalidade, continuam afetando a população civil no geral e mulheres e crianças particularmente, com crianças sendo as mais vulneráveis entre civis”, disse.

Lacroix acrescentou que o Sudão do Sul não irá encontrar um “lugar respeitável entre a comunidade de nações” até que responsáveis por brutalizar civis respondam por seus atos.

Se referindo ao destino de dois membros da equipe da Missão de Paz da ONU no Sudão do Sul (UNMISS), cujos paradeiros são desconhecidos desde que foram presos em 2014, Lacroix pediu que todas as partes, especialmente o governo, garantam um ambiente seguro para trabalhadores humanitários que arriscam suas vidas para ajudar os mais vulneráveis no Sudão do Sul.

Olhando para os próximos passos, Lacroix destacou dois pontos críticos. Primeiro, um acordo sobre setor de segurança, necessário para construção de confiança e para o retorno da oposição à capital, Juba. Segundo, um novo chefe para a Comissão Conjunta de Monitoramento de Avaliação, responsável por supervisionar a implementação do acordo de paz, deve ser “urgentemente nomeado” para ajudar a comandar negociações.

Sobre o papel futuro da UNMISS, o chefe para Operações de Paz da ONU destacou o fato de que a situação humanitária no Sudão do Sul permanece “terrível” e que quaisquer tarefas adicionais que a UNMISS pode ser solicitada a realizar para apoiar o processo de paz não devem estar em custo operacional ou político de proteger civis, uma tarefa que, segundo Lacroix, é essencial no ambiente atual.

“A chance para paz no Sudão do Sul foi criada”, disse. “Mais progresso foi feito nos últimos quatro meses do que nos últimos quatro anos”.

Ele elogiou partes conflitantes por seus esforços em direção a uma paz duradoura, mas alertou que o processo ainda não é irreversível e irá exigir “engajamento positivo e compromisso das partes e contínuos reforços para entregar esperança e alívio genuínos às populações em sofrimento do Sudão do Sul”.


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