ONU vê cenário de ‘polarização’ na Venezuela

O porta-voz das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, afirmou nesta segunda-feira (14) que a recuperação da Venezuela depende dos próprios venezuelanos e das suas instituições, bem como de uma solução pacífica negociada, que reforce a governança democrática.

Questionado por jornalistas sobre a detenção por algumas horas do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, durante o final de semana, o representante da ONU disse que os acontecimentos dos últimos dias ressaltam a polarização no país.

Porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, durante coletiva de imprensa em Nova Iorque. Foto: ONU/Manuel Elias

Porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, durante coletiva de imprensa em Nova Iorque. Foto: ONU/Manuel Elias

O porta-voz das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, afirmou nesta segunda-feira (14) que a recuperação da Venezuela depende dos próprios venezuelanos e das suas instituições, bem como de uma solução pacífica negociada, que reforce a governança democrática. Questionado por jornalistas sobre a detenção por algumas horas do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, durante o final de semana, o representante da ONU disse que os acontecimentos dos últimos dias ressaltam a polarização no país.

Em coletiva de imprensa na sede da Organização, em Nova Iorque, Dujarric disse que não sabia se o dirigente venezuelano havia solicitado algum tipo de ajuda à ONU. “Os acontecimentos vividos durante o final de semana, incluindo a sua detenção temporária, ressaltam a polarização que estamos vendo na Venezuela”, afirmou o porta-voz.

“Chamamos todos os atores a se abster de qualquer retórica ou ação que possa aumentar as tensões já existentes e reiteramos nossa convicção de que o caminho até a recuperação depende dos próprios venezuelanos e suas instituições estatais, incluindo a Assembleia Nacional, e sua busca por uma solução pacífica negociada, que reforce a governança democrática, os direitos humanos e o Estado de Direito na Venezuela”, acrescentou.

Dujarric disse ainda que o secretário-geral António Guterres “está acompanhando de perto os acontecimentos” e “permanece preocupado com o que está vendo” no país sul-americano.

Segundo notícias vindas da região, o presidente da Assembleia Nacional foi detido no último final de semana por agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional e liberado poucas horas depois.