ONU vai liberar 7 milhões de dólares para prestar assistência a cerca de 200 mil pessoas no Chade

Cerca de 65 mil chadianos e outros 14 mil nigerianos foram forçados a fugir da violência do grupo Boko Haram e precisam de assistência. Refugiados e internamente deslocados são acolhidos em comunidades já vulneráveis.

O Fundo de Resposta de Emergência das Nações Unidas (CERF) informou, nesta sexta-feira (8), que vai liberar uma verba de 7 milhões de dólares para nove projetos de agências e parceiros presentes no Chade, onde cerca de 200 mil pessoas precisam de assistência humanitária. Desse contingente, 50 mil tiveram que fugir das ilhas do Lago Chade, ao longo dos últimos seis meses, por conta da violência do grupo terrorista nigeriano Boko Haram.

Além de atender às necessidades desse grupo de deslocados, o orçamento deverá fortalecer as atividades de assistência voltadas para 15 mil chadianos que haviam buscado refúgio na Nigéria, mas tiveram que retornar ao país de origem, fugindo do extremismo. Outros 14 mil nigerianos que procuram abrigos seguros no Chade serão beneficiados, além das 112 mil pessoas habitantes das comunidades já vulneráveis, responsáveis por receber esse volume de populações deslocadas.

Baga-Sola, Bol, Daboua, Kangalom e Liwa são algumas das municipalidades onde refugiados têm sido acolhidos. Nesses distritos, atividades de subsistência, como a pesca, a agricultura e o pastoreio, são prejudicadas pela falta de segurança na região. A verba disponibilizada pelo CERF vai garantir o fornecimento de alimentos, assistência médica, educação e proteção. Em agosto de 2015, o Fundo já havia liberado 21 milhões para parceiros da ONU no Chade e no Sudão.

Apesar do anúncio feito pelo CERF, mais de 16 mil chadianos, recém-deslocados por operações militares na região do Lago Chade, não serão beneficiados pelo orçamento aprovado. “Dada a severidade da situação, esse financiamento sozinho não cobrirá todas as necessidades. Uma mobilização de doadores mais ampla é essencial para responder às mais urgentes necessidades e também, no médio e longo prazo, para apoiar o desenvolvimento dessa região”, afirmou o coordenador humanitário da ONU no país, Stephen Tull