ONU: Surto de ebola deve ser contido para evitar crise socioeconômica na África Ocidental

As nações afetadas podem perder 13 bilhões de dólares e os seus PIBs já encolheram de 2 a 3%. A segurança alimentar da população está em risco por conta da perda de salários e da redução produtiva.

 Incentivo à informação e ao engajamento da comunidade sobre o ebola é um dos princípios do PNUD para contenção da epidemia. Foto: PNUD Liberia

Incentivo à informação e ao engajamento da comunidade sobre o ebola é um dos princípios do PNUD para contenção da epidemia. Foto: PNUD Liberia

O surto de ebola, que já custou milhares de vidas na África Ocidental, não pode se expandir e provocar uma crise socioeconômica que torne os países afetados incapacitados. O apelo foi realizado pelo vice-secretário-geral do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Magdy Martínez-Solimán, e pela vice-diretora do escritório regional para a África, Ruby Sandhu-Rojon, durante a visita de 10 dias a Guiné, Serra Leoa e Libéria.

Os três países são os mais afetados pela epidemia e seus índices de desenvolvimento humano estão entre os mais baixos do mundo. Com o recente abrandamento de sua instabilidade política e de seus conflitos civis, estavam conquistando progressos significativos.

Porém, em consequência do Ebola, estima-se que as nações tenham uma perda total de 13 bilhões de dólares – os seus PIBs já encolheram de 2 a 3 percentuais. Os meios de subsistência e a segurança alimentar da população estão em risco, por conta da perda de salários e da redução da produtividade.

O surto também teve impacto sobre os serviços sociais de toda a região. Na Guiné, escolas primárias e secundárias, bem como universidades, estão fechadas. Na Libéria, a cobertura de vacinas diminuiu em 50% nos primeiros meses da epidemia.

O PNUD vem concentrando esforços para acelerar a recuperação destes países, contendo a disseminação da doença e trabalhando a favor da paz e do desenvolvimento em parceria com os governos locais. Os três princípios do programa de controle da crise são o incentivo à informação e ao engajamento da comunidade, o treinamento dos serviços de segurança para impedir a propagação do vírus e a monitoração dos serviços básicos – direcionado à melhoria do seu acesso pela população e à condução de avaliações de impacto e de planos de recuperação.

No final de setembro deste ano, a ONU estabeleceu da Missão das Nações Unidas para Resposta Emergencial ao Ebola (UNMEER). Além disso, a viagem oficial de especialistas de desenvolvimento do PNUD inclui visitas a centros de tratamento e reuniões com autoridades governamentais e outras instituições que trabalham pela causa.