ONU: Saúde é vital para tornar comunidades mais resilientes ao desastre

Para o Escritório da ONU para a Redução de Riscos de Desastres, o impacto humano, social e econômico de epidemias pode ser tão sério como um terremoto. Países-membros debatem esse tema dentro das negociações do próximo acordo de redução de risco de desastres, que será adotado no próximo mês no Japão.

O vínculo entre a redução do risco de desastres e saúde tem sido ressaltado por crises como as inundações do Malauí. Foto: PNUD/Arjan van de Merwe

O vínculo entre a redução do risco de desastres e saúde tem sido ressaltado por crises como as inundações do Malauí. Foto: PNUD/Arjan van de Merwe

O papel da saúde na construção de comunidades mais resilientes ganha destaque no processo de negociação do novo quadro de redução de risco de desastres, que será adotado em uma conferência organizada pelas Nações Unidas no próximo mês no Japão.

“O impacto humano, social e econômico de epidemias como o ebola, a gripe aviária ou HIV/Aids podem ser tão sérios como um terremoto”, explicou o Escritório da ONU para a Redução de Riscos de Desastres (UNISDR) nesta quarta-feira (4). “Os desafios da saúde caminham lado a lado com outros desafios que aumentam a vulnerabilidade dos desastres, como a pobreza e a mudança climática.”

Para a agência da ONU, ao estabelecer mecanismos de proteção e sensibilização, as comunidades fortalecem também sua habilidade de suportar os danos mais fortes e abrangentes e complementar os esforços já delineados de mitigação de risco.

Na semana passada, os países-membros da ONU se encontraram para reduzir as diferenças de opiniões para a elaboração do rascunho que será finalizado na conferência. As quatro prioridades das novas diretrizes incluem a compreensão sobre os riscos de desastres, o fortalecimento de como as instituições lidam com esse tema, o aumento de investimento em resiliência e o aprimoramento da preparação para que a resposta e recuperação sejam mais eficazes.

“Nós nunca tivemos metas quantitativas antes, mas agora estamos bem perto de alcançar essas metas para a perda econômica e mortalidade”, disse a chefe da UNISDR, Margareta Wahlström.