ONU saúda acusação de coronel envolvido em massacre e estupros em massa na Guiné

Durante protesto civil pró-democracia em 2009, pelo menos 150 pessoas foram mortas e 109 mulheres foram vítimas de abuso sexual e estupro.

 Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para Violência Sexual em Conflitos, Margot Wallström. (ONU / Rick Bajornas)

A Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para Violência Sexual relacionada a Conflitos, Margot Wallström,  elogiou, na sexta-feira (10/02) a decisão de um tribunal da Guiné de  apresentar acusações  contra um coronel do exército responsável por estupros em massa que ocorreram durante um protesto pró-democracia na capital do país em 2009.

Em setembro de 2009, civis organizaram uma manifestação da oposição em um estádio de futebol na cidade de Conacri quando as forças de segurança guineenses abriram fogo contra os manifestantes, matando pelo menos 150 pessoas.  No mesmo dia 109 mulheres foram estupradas e sofreram abusos sexuais.

O tenente-coronel Moussa Tiegboro Camara foi acusado por um tribunal nacional pelas atrocidades – incluindo estupro em massa – cometidas naquele dia. Ele é o oficial mais graduado a ser acusado por seu papel no massacre.

“As acusações recentes são um passo positivo na direção correta. Elas assinalam que nenhum oficial está acima da lei, e nenhum cidadão está abaixo dela”, disse Wallström. No entanto, ela também ressaltou que o processo jurídico tem sido “dolorosamente lento” e que o legado do massacre  e do estupro em massa ainda está longe de acabar.