ONU reúne cientistas para pensar estratégias para redução de perdas causadas por desastres

Para diretor da agência da ONU, a ação dos cientistas têm mais peso sobre os países mais pobres, onde um desastre pode ter impacto a longo prazo no desenvolvimento sustentável.

Enchentes em novembro de 2014 em Cap Haitien. Foto: MINUSTAH/Logan Abassi

Enchentes em novembro de 2014 em Cap Haitien. Foto: MINUSTAH/Logan Abassi

A primeira conferência de cientistas do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR) dura três dias e busca delimitar a abordagem científica e tecnológica para a redução de mortes evitáveis e perda de meios de subsistência em casos de tragédias. A reunião começou na quarta-feira (27) em Genebra, Suíça.

A inauguração da Parceria Ciência e Tecnologia UNISDR e a aprovação do Acordo sobre um Roteiro de Ciência e Tecnologia para a implementação do Marco de Sendai são dois desfechos esperados para a conclusão da conferência.

Como o primeiro grande evento sobre o tema, a conferência busca identificar as necessidades e os gargalos no conhecimento; explorar novas formas de trabalhar em conjunto, e, o mais importante, tornar a ciência disponível e acessível.

O diretor da UNISDR, Robert Glasser, destacou que os esforços da agência têm maior relevância para os países menos desenvolvidos, onde os desastres podem não contar tanto em termos de perdas econômicas globais absolutas, mas podem ter impacto a longo prazo no desenvolvimento sustentável.

Glasser destacou o trabalho de cientistas na contribuição para a elaboração dos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). “É um exemplo espetacular da dedicação do serviço público para o bem maior, que é o que temos esperado da comunidade científica global”, afirmou.

Ele ainda citou três eventos relacionados à área de redução de riscos que serão realizados: a inauguração do relatório em parceria com o governo norueguês, “Gerindo os Riscos de Eventos Extremos e Desastres para Avançar na Adaptação à Mudança Climática”; a 2ª Plataforma Global sobre Telecomunicações de Emergência, no Kuwait, e o Fórum Internacional de Recuperação, em Kobe, Japão.