ONU reúne ativistas sul-americanas para comemorar 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos

No Chile, a ONU levou para o Museu da Memória, em Santiago, nove ativistas da América do Sul, entre elas a brasileira Maria da Penha, com o objetivo de comemorar os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Evento discutiu as experiências de luta dessas defensoras em diferentes temas, como violência contra as mulheres, meio ambiente e direitos dos povos indígenas.

Evento reuniu defensoras dos direitos humanos de nove países da América do Sul. À extrema direita, a brasileira Maria da Penha. Foto: Museu da Memória
Evento reuniu defensoras dos direitos humanos de nove países da América do Sul. À extrema direita, a brasileira Maria da Penha. Foto: Museu da Memória

No Chile, a ONU levou para o Museu da Memória, em Santiago, nove ativistas da América do Sul, entre elas a brasileira Maria da Penha, com o objetivo de comemorar os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Evento discutiu as experiências de luta dessas defensoras em diferentes temas, como violência contra as mulheres, meio ambiente e direitos dos povos indígenas.

O evento foi aberto pelo ministro da Justiça e Direitos Humanos do Chile, Hernán Larraín, a coordenadora-residente da ONU no Chile, Silvia Rucks, a representante para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Birgit Gerstenberg, e o diretor do Museu da Memória, Francisco Estévez.

Também participaram a enviada especial do secretário-geral da ONU para deficiência e acessibilidade, Maria Soledad Cisternas, e representantes da União Europeia, do Instituto Nacional dos Direitos Humanos e do Ministério das Relações Exteriores do Chile.

Representante do ACNUDH para América do Sul, Birgit Gerstenberg, durante comemorações da ONU no Museu da Memória. Foto: Museu da Memória
Representante do ACNUDH para América do Sul, Birgit Gerstenberg, durante comemorações da ONU no Museu da Memória. Foto: Museu da Memória

As autoridades destacaram a importância dos princípios consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, 70 anos após ser adotada pela Assembleia Geral da ONU, em 10 de dezembro de 2018.

Defensoras da América do Sul

Durante o evento, as nove ativistas convidadas falaram sobre o papel fundamental das mulheres na promoção e defesa dos direitos humanos. Também abordaram suas vivências na defesa de causas como os direitos das mulheres, os direitos sexuais e reprodutivos, o fim da violência de gênero, os direitos das pessoas afrodescendentes, a educação não sexista, meio ambiente, os direitos das crianças, os direitos dos povos indígenas e direitos das pessoas migrantes. A violência sexual na ditadura também foi discutida no encontro.

Evento reuniu defensoras dos direitos humanos de nove países da América do Sul. Foto: Museu da Memória
Evento reuniu defensoras dos direitos humanos de nove países da América do Sul. Foto: Museu da Memória

As palestrantes foram Pamela Martín García (Argentina); Martina Barra (Bolívia); Maria da Penha (Brasil); Emilia Schneider (Chile); Rocío Rosero (Equador); Tina Alvarenga (Paraguai); Beatriz Caritimari (Peru); Brenda Sosa (Uruguai) e Alejandra González (Venezuela).

A comemoração foi encerrada com um show da artista chilena Francisca Valenzuela, que cantou seus maiores sucessos para mais de 4 mil pessoas na esplanada do Museu da Memória. A cantora e ativista homenageou as defensoras dos direitos humanos e as chamou para subir ao palco.