ONU reforça segurança em sua sede após atentados terroristas em Boston

Ban Ki-moon lembrou que a ONU frequentemente é alvo de atentados, como o bombardeio de 2003 em Bagdá, no Iraque, que matou 22 pessoas — incluindo o brasileiro que chefiava a missão, Sergio Vieira de Mello.

Bandeiras dos Estados-Membros em frente à sede das Nações Unidas, em Nova York. Foto: ONU/JC McIlwaine

Bandeiras dos Estados-Membros em frente à sede das Nações Unidas, em Nova York. Foto: ONU/JC McIlwaine

As Nações Unidas estão reforçando a segurança na sua sede em Nova York e em outros prédios que abrigam a Organização, após os atentados terroristas da segunda-feira (15) na maratona de Boston que mataram três pessoas e feriram mais de 170.

“Nós também estamos tentando fortalecer as medidas de segurança em todas as missões pelo mundo”, disse Ban em entrevista coletiva em Nova York.

A ONU conhece bem os riscos de ataques terroristas. O bombardeio de sua sede em Bagdá, no Iraque, no dia 19 de agosto de 2003, matou 22 pessoas — incluindo o brasileiro que chefiava a missão, Sergio Vieira de Mello.

Em 11 de dezembro de 2007, em Argel, 17 funcionários morreram quando um carro-bomba destruiu os escritórios do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e danificou o do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Em 28 de outubro de 2009, cinco funcionários no Afeganistão foram mortos e outros nove ficaram feridos em um ataque a uma pousada em Cabul.

Ban Ki-moon disse que espera que as autoridades dos Estados Unidos possam encontrar os autores dos atentados de Boston e trazê-los à justiça. “Eu sinceramente espero que a comunidade internacional esteja comprometida e unida na luta contra quaisquer ataques terroristas”, disse ele.