ONU reforça resposta nas fronteiras com aumento do fluxo de venezuelanos rumo ao Peru

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reforçou sua resposta em pontos cruciais da fronteira de Peru, Equador e Colômbia na semana passada, à medida que milhares de refugiados e migrantes da Venezuela partiram rumo ao Peru antes do prazo final para a obtenção de permissões de permanência temporária.

Na quarta-feira (31), o número de refugiados e migrantes venezuelanos que entraram no Peru vindos do Equador pela principal fronteira de Tumbes atingiu o recorde de mais de 6.700 pessoas em um único dia, número três vezes maior do que o registrado duas semanas antes. O Peru agora abriga cerca de meio milhão de venezuelanos.

Equipe do ACNUR orienta venezuelanos recém-chegados à cidade peruana de Tumbes sobre seus direitos e exames de saúde. Foto: ACNUR/Santiago Escobar-Jaramillo

Equipe do ACNUR orienta venezuelanos recém-chegados à cidade peruana de Tumbes sobre seus direitos e exames de saúde. Foto: ACNUR/Santiago Escobar-Jaramillo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reforçou sua resposta em pontos cruciais da fronteira de Peru, Equador e Colômbia na semana passada, à medida que milhares de refugiados e migrantes da Venezuela partiram rumo ao Peru antes do prazo final para a obtenção de permissões de permanência temporária.

Na quarta-feira (31), o número de refugiados e migrantes venezuelanos que entraram no Peru vindos do Equador pela principal fronteira de Tumbes atingiu o recorde de mais de 6.700 pessoas em um único dia, número três vezes maior do que o registrado duas semanas antes. O Peru agora abriga cerca de meio milhão de venezuelanos.

Os venezuelanos que chegam ao Equador vindos da Colômbia após a travessia da fronteira em Rumichaca e San Miguel também aumentaram em outubro. Cerca de 97.500 chegadas foram registradas ao longo do mês.

A principal razão para o aumento das chegadas ao Peru parece ter sido o prazo estipulado pelas autoridades para solicitar uma permissão de permanência temporária, que terminou no dia 31 de outubro. Esta permissão dá aos venezuelanos o direito de trabalhar no país e acesso a serviços de saúde e educação.

As autoridades peruanas anunciaram que somente os venezuelanos que entrassem no país antes de 31 de outubro de 2018 poderiam se candidatar. Aqueles elegíveis poderão enviar pedidos até dezembro. Mais de 100 mil venezuelanos já obtiveram a concessão da permanência temporária.

No início desta semana, venezuelanos esperaram na fila de dois a três dias para completar os processos exigidos na fronteira, incluindo procedimentos de imigração e vacinação obrigatória. Milhares de pessoas dormiram a céu aberto e muitas precisavam de assistência médica e alimentação.

As autoridades peruanas, o ACNUR e seus parceiros trabalharam para aumentar rapidamente a resposta. Além disso, existe uma forte coordenação entre os escritórios do ACNUR no Peru e no Equador para responder às necessidades urgentes de venezuelanos recém-chegados.

No Peru, o ACNUR reforçou sua presença em Tumbes com equipe adicional para ajudar a coordenar a resposta, aumentar a cobertura de proteção e identificar e ajudar pessoas com necessidades específicas, como crianças desacompanhadas e separadas.

No país, os venezuelanos que solicitam refúgio formalmente continuam a ser admitidos na fronteira, apesar das chegadas estarem diminuindo. Em Tumbes, as autoridades peruanas estão processando cerca de 1 mil solicitações de refúgio por dia. Desde 29 de outubro, a Comissão Especial para Refugiados trabalha 24 horas por dia para lidar com o aumento de pedidos. Mais de 150 mil venezuelanos pediram refúgio no Peru desde 2014.

O ACNUR doou laptops e outros equipamentos para as autoridades de imigração do Peru, a fim de acelerar as formalidades nas fronteiras e reduzir o tempo de espera.
A agência da ONU também forneceu recursos financeiros para a mobilização de funcionários adicionais do governo para reforçar a capacidade da Comissão Especial para os Refugiados na fronteira.

Juntamente com a organização Encuentros, o ACNUR distribuiu centenas de itens de ajuda e forneceu assistência em dinheiro para indivíduos e famílias vulneráveis. Além disso, o ACNUR instalou 50 banheiros químicos na fronteira.

Um novo espaço médico foi montado para atender casos de emergência. Atualmente, uma média de 250 pessoas é assistida diariamente pela nossa parceira Federação Internacional da Cruz Vermelha, mas é crescente o número de pessoas que precisam de cuidados. A Organização Internacional das Migrações (OIM) e o ACNUR estão enviando voluntários para fornecer orientação e informações aos venezuelanos que chegam.

Equador

O ACNUR também reforçou sua resposta no Equador para fornecer proteção e assistência a refugiados e migrantes da Venezuela. As equipes do ACNUR estão nas fronteiras norte e sul, fornecendo orientação para as famílias venezuelanas, identificando casos com necessidades específicas de proteção e encaminhando-os a serviços e programas implementados pelo Estado e por parceiros do ACNUR.

No fim de semana, pacotes de alimentos e itens essenciais de socorro foram distribuídos para cerca de 1.500 pessoas vulneráveis ​​na área de Rumichaca. Também na fronteira com a Colômbia, casos de extrema vulnerabilidade ​​receberam assistência em dinheiro, e centenas de itens de ajuda humanitária foram distribuídos perto de San Miguel e em Huaquillas, na fronteira com o Peru. As famílias vulneráveis ​​são identificadas e apoiadas com acomodação temporária enquanto completam os procedimentos de entrada migratória.

Colômbia

Na Colômbia, para responder ao aumento das viagens rumo ao Equador, o ACNUR e seus parceiros enviaram equipes para a fronteira a fim de prestar assistência, fornecer refeições quentes, cobertores e kits para crianças, além de informações e orientação aos venezuelanos que estão a caminho do Equador.

Os governos da região e cidadãos comuns demonstraram generosidade e solidariedade com os refugiados e migrantes da Venezuela. No entanto, serviços essenciais e a infraestrutura das comunidades anfitriãs estão sendo impactados pelo grande número de chegadas e está se tornando cada vez mais difícil responder a todas as necessidades. Maior apoio da comunidade internacional nunca foi tão necessário.


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