ONU reforça apoio a Mossul, no Iraque; mais de meio bilhão de dólares são necessários

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Após libertação do norte da cidade de Mossul dos combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, elogiou o povo e o governo do país e prometeu o apoio das Nações Unidas às comunidades deslocadas e à restauração do Estado de Direito.

Deslocados internos iraquianos, principalmente de Gogjali, no extremo leste de Mossul, chegam ao acampamento Hasansham, da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Foto: ACNUR/ Ivor Prickett

Deslocados internos iraquianos, principalmente de Gogjali, no extremo leste de Mossul, chegam ao acampamento Hasansham, da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Foto: ACNUR/ Ivor Prickett

Após a declaração do governo iraquiano de que suas forças libertaram o norte da cidade de Mossul dos combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, elogiou o povo e o governo do país e prometeu o apoio das Nações Unidas às comunidades deslocadas e à restauração do Estado de Direito nas áreas liberadas.

“A recuperação de Mossul é um passo significativo na luta contra o terrorismo e o extremismo violento”, disse Guterres em um comunicado de seu porta-voz, nesta segunda (10).

Guterres disse que a ONU apoiará o governo, criando as condições para o “retorno voluntário, seguro e digno” das comunidades deslocadas, bem como restaurando o Estado de Direito, impedindo o retorno à violência e promovendo a responsabilidade por todas as violações.

Na declaração, ele também elogiou a “coragem, determinação e perseverança” do povo e do governo, lamentando a perda de vidas.

A ONU pediu 985 milhões de dólares para financiar projetos humanitários na região. Até agora, cerca de 43% foram recebidos, deixando uma lacuna de 562 milhões de dólares.

Desde que a campanha militar para retomar Mossul começou, em 17 de outubro de 2016, cerca de 920 mil civis fugiram de suas casas, disse o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

“É um alívio saber que a campanha militar em Mossul está terminando. A luta pode acabar, mas a crise humanitária não”, disse a coordenadora humanitária da ONU para o Iraque, Lise Grande.

Cerca de 700 mil pessoas ainda estão deslocadas, quase metade delas vivendo em 19 campos de emergência, explicou a representante da ONU. Eles precisam de estoques, alimentos, cuidados de saúde, água, saneamento e kits de emergência, acrescentou ela.

“Os níveis de trauma que estamos vendo são alguns dos mais altos em qualquer lugar. O que as pessoas experimentaram é quase inimaginável”, disse Lise.

Ela disse que os trabalhadores humanitários “estão trabalhando o tempo todo” e que “um enorme esforço” foi feito pelo governo e por parceiros, mas que há “muito a fazer nas próximas semanas e meses”.


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