ONU recebeu 54 acusações de abuso sexual contra funcionários no 1º trimestre

Mais de 50 acusações de abuso e exploração sexual envolvendo pessoal servindo às Nações Unidas e seus parceiros em campo foram recebidas nos primeiros três meses deste ano, disse a Organização na terça-feira (1), em sua sede em Nova Iorque.

As acusações não foram totalmente verificadas e muitas estão na fase preliminar de análise. Elas envolvem 66 vítimas, incluindo 13 meninas menores de 18 anos, e 16 vítimas de idade desconhecida.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, transformou o combate ao abuso e à exploração sexual na Organização uma prioridade. Foto: ONU/Evan Schneider

O secretário-geral da ONU, António Guterres, transformou o combate ao abuso e à exploração sexual na Organização uma prioridade. Foto: ONU/Evan Schneider

Mais de 50 acusações de abuso e exploração sexual envolvendo pessoal servindo às Nações Unidas e seus parceiros em campo foram recebidas nos primeiros três meses deste ano, disse a Organização na terça-feira (1), em sua sede em Nova Iorque.

As acusações não foram totalmente verificadas e muitas estão na fase preliminar de análise. Elas envolvem 66 vítimas, incluindo 13 meninas menores de 18 anos, e 16 vítimas de idade desconhecida.

Farhan Haq, vice-porta-voz da ONU, declarou que 54 acusações foram reportadas entre 1º de janeiro e 31 de março.

Quatorze casos relatados referem-se a operações de paz em andamento; 18 às agências da ONU, fundos e programas; 21 estão relacionados a parceiros; e um caso a um membro de uma força internacional não ligada à ONU.

Duas das acusações foram corroboradas por uma investigação, enquanto duas foram descartadas.

O porta-voz afirmou que, com mais de 95 mil civis e 90 mil militares trabalhando para a ONU, a exploração sexual e o abuso não refletem a conduta da maioria daqueles que servem à Organização.

“Mas toda acusação envolvendo nosso pessoal mina nossos valores e princípios e o sacrifício daqueles que servem com orgulho e profissionalismo em alguns dos lugares mais perigosos do mundo”, disse o porta-voz aos jornalistas na sede da ONU.

“Por essa razão, combater esse flagelo, e ajudar e empoderar aqueles que foram marcados por esses atos odiosos, continua a ser prioridade-chave para o secretário-geral em 2018.”

O chefe da ONU, António Guterres, se comprometeu à política de “tolerância zero” a abuso e exploração sexual.

Sua iniciativa para prevenir e responder ao problema inclui indicar um assessor para os direitos das vítimas e estabelecer um comitê de liderança formado por chefes de Estado e de governo que concordaram em responsabilizar os perpetuadores desses crimes.