ONU quer levar banda larga para metade do mundo em desenvolvimento até 2015

“Maior acesso à Internet e as aplicações e serviços de banda larga ajudam a cumprir as metas de desenvolvimento internacional”, afirmou comissão da ONU sobre o tema.

ONU quer levar banda larga para metade do mundo em desenvolvimento até 2015

Uma comissão das Nações Unidas pediu hoje (25/10) aos governos e ao setor privado que assegurem que pelo menos metade da população do mundo em desenvolvimento esteja usando Internet de banda larga até 2015. O grupo ressaltou o papel crucial que esta desempenha para o crescimento econômico e para a criação de emprego.

“É vital que ninguém seja excluído da nova sociedade global do conhecimento que estamos construindo. Acreditamos que a comunicação não é apenas uma necessidade humana, é um direito”,  disse a União Internacional de Telecomunicações (ITU) no comunicado “O Desafio da Banda Larga”. A ideia é garantir que todos os países tenham um plano nacional de banda larga, tornando esta acessível em países em desenvolvimento, através da regulamentação e das forças do mercado.

A Comissão de Banda Larga para o Desenvolvimento Digital, como é conhecida, foi criada no ano passado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e pela ITU.

“Maior acesso à Internet e as aplicações e serviços de banda larga ajudam a cumprir as metas de desenvolvimento internacional, incluindo os Objetivos do Milênio (ODM)”, adicionou o Secretário-Geral Hamadoun Touré, da ITU, referindo-se às metas das Nações Unidas de acabar com a pobreza, a fome, a falta de acesso a saúde e a educação, e uma série de outros males, até 2015.

O Relator Especial das Nações Unidas sobre a liberdade de expressão, Frank La Rue, ressaltou que os governos devem garantir o livre fluxo de informações na Internet, tornando-as disponíveis e acessíveis a todos. “Isto é particularmente importante, porque a Internet não é apenas uma ferramenta crucial para a expressão, mas também é fundamental para o desenvolvimento de um país através da educação e do acesso ao conhecimento”, afirmou La Rue em seu relatório.