ONU quer combater ataques cibernéticos contra a segurança nuclear

Na primeira conferência sobre a questão, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) diz que ameaça de cibercrimes e ataques cibernéticos estão crescendo nos últimos anos, principalmente em países em desenvolvimento.

Usina nuclear Enrico Fermi-1, localizada em Monroe, Michigan, EUA. Foto: Flickr/James Marvin Phelps

Usina nuclear Enrico Fermi-1, localizada em Monroe, Michigan, EUA. Foto: Flickr/James Marvin Phelps

A comunidade internacional deve intensificar seus esforços em proteger instalações nucleares globais de ataques cibernéticos, declarou nesta segunda-feira (01) o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica ao abrir em Viena a primeira conferência das Nações Unidas sobre essa questão.

O diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, disse para mais de 650 especialistas de 92 Estados-membros que a primeira Conferência Internacional sobre Segurança Informática num Mundo Nuclear envia uma “importante mensagem” de que o mundo leva a “sério a proteção nuclear e de outros materiais radioativos”.

“Relatos de ataques cibernéticos são agora praticamente uma ocorrência diária”, disse Amano, alertando que a indústria nuclear não está imune da ameaça global. A ameaça de cibercrimes e ataques cibernéticos vem crescendo firmemente nos últimos anos, principalmente em países em desenvolvimento, onde criminosos podem explorar brechas na lei e medidas de segurança fracas.

O evento é coorganizado com a União Internacional de Comunicações (UIT), o Instituto Inter-regional das Nações Unidas para Pesquisas sobre Crime e Justiça (UNICRI) e a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).


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