ONU protege centenas de pessoas deslocadas devido a combates na República Centro-Africana

Novos confrontos no sudeste da República Centro-Africana levaram cerca de 400 pessoas a procurar abrigo em uma base da ONU na região, disse um porta-voz das Nações Unidas na quarta-feira (15).

De acordo com a avaliação inicial do escritório de assuntos humanitários, cerca de 2 mil pessoas deslocadas internamente precisam urgentemente de comida, abrigo e itens não alimentares. As equipes humanitárias estão mobilizando recursos para atender a demanda.

Após confrontos armados, criança caminha entre as ruínas carbonizadas de Alindao, na República Centro-Africana. Foto: OCHA/Karen Perrin

Após confrontos armados, criança caminha entre as ruínas carbonizadas de Alindao, na República Centro-Africana. Foto: OCHA/Karen Perrin

Novos confrontos no sudeste da República Centro-Africana levaram cerca de 400 pessoas a procurar abrigo em uma base da ONU na região, disse um porta-voz das Nações Unidas na quarta-feira (15).

As forças de paz estão patrulhando Alindao, na província de Basse Kotto, depois de confrontos na semana passada entre as forças armadas do país e rebeldes da coalizão Séléka e das milícias anti-balaka, como parte de um conflito que desestabiliza o país desde 2013.

“Dois funcionários das forças armadas da República Centro-Africana morreram na violência”, disse Stéphane Dujarric a jornalistas em Nova Iorque. “Hoje, a Missão da ONU diz que a situação é calma, apesar das contínuas tensões”.

Em 9 de janeiro, 650 famílias buscaram refúgio temporariamente em um hospital, enquanto pelo menos nove pessoas foram feridas por balas perdidas e dezenas de casas queimadas em assentamentos, segundo o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

De acordo com a avaliação inicial do OCHA, cerca de 2 mil pessoas deslocadas internamente precisam urgentemente de comida, abrigo e itens não alimentares. As equipes humanitárias estão mobilizando recursos para atender a demanda.

Dujarric disse que a Missão de Estabilização da ONU na República Centro-Africana, que atende pela sigla francesa MINUSCA, está se preparando para enviar a Alindao uma equipe de investigação formada por policiais, oficiais de direitos humanos e agentes penitenciários.

Segurança na capital

Enquanto isso, Dujarric forneceu informações atualizadas sobre os esforços para garantir a segurança do enclave muçulmano PK5 em Bangui que, em 31 de dezembro, foi declarado uma “área desarmada”, ou zona livre de armas.

“A Missão diz que todas as 13 bases dos ex-grupos de autodefesa foram desmanteladas”, disse ele, acrescentando que “as forças de paz da ONU continuam a realizar patrulhas conjuntas com as Forças de Segurança Interna da República Centro-Africana para proteger os civis”.

A Missão também lançou uma campanha de conscientização no bairro PK5 para explicar seu trabalho para atingir a comunidade e proteger os civis.