ONU propõe novo Plano Marshall para salvar o planeta

Um relatório lançado ontem pelas Nações Unidas propõe a criação de um novo Plano Marshall — uma referência ao plano elaborado para ajudar a Europa quando o continente foi devastado pela II Guerra Mundial —, que precisa contar com 500 bilhões de dólares por ano, 1% do orçamento mundial, para ajudar os países em desenvolvimento a combater e se adaptar aos efeitos do aquecimento global, de forma a manter seu crescimento econômico.

Um relatório lançado ontem pelas Nações Unidas propõe a criação de um novo Plano Marshall — uma referência ao plano elaborado para ajudar a Europa quando o continente foi devastado pela II Guerra Mundial —, que precisa contar com 500 bilhões de dólares por ano, 1% do orçamento mundial, para ajudar os países em desenvolvimento a combater e se adaptar aos efeitos do aquecimento global, de forma a manter seu crescimento econômico.

“A ciência é clara. Precisamos reduzir drasticamente a emissão de gases estufa, a fim de proteger o planeta e impedir o aumento global da temperatura”, defende o Diretor do Departamento da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais (DESA), Rob Vos. “Se não fizermos isso, o impacto da mudança climática sobre o PIB [produto interno bruto] dos países pobres será dez vezes maior do que nos países ricos”, alerta ele, que afirma que as previsões são de que, cada vez que a temperatura média subir um grau, o desenvolvimento nesses países cairá de 1% a 2%.

Entretanto, o relatório também prevê que, para garantir o seu desenvolvimento, a demanda por energia vai crescer nos países pobres, o que traz o desafio de como combater a mudança climática e atender ao interesse econômico. “Para fazer isso, teremos que ter grandes adaptações nos países desenvolvidos, mas, sobretudo, nos em desenvolvimento. A transformação das matrizes energéticas é um elemento chave”, declarou Vos.

O relatório aponta que as soluções de mercado, como o mercado de carbono, não são uma boa solução para os países em desenvolvimento, por isso a recomendação é combinar investimentos amplos e políticas de intervenção estatal. O relatório também propõe a criação de um fundo global para energias limpas, um programa de tecnologia climática e um regime mais flexível de direito autoral, que facilite a transferência de tecnologia.