ONU promoverá programas de transferência de renda para enfrentar crises humanitárias na América Latina e Caribe

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Na América Latine e Caribe, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) firmaram neste mês (3) uma parceria para aprimorar programas de transferência de renda em situações de emergência. Cooperação visa apoiar governos da região, preparando autoridades para implementar com rapidez sistemas que distribuem recursos para a população em crises humanitárias.

Família de Dominica recebeu transferências em dinheiro na sequência do furacão Maria, que atingiu o país em setembro de 2017. Foto: PMA/Marianela González

Família de Dominica recebeu transferências em dinheiro na sequência do furacão Maria, que atingiu o país em setembro de 2017. Foto: PMA/Marianela González

Na América Latine e Caribe, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) firmaram neste mês (3) uma parceria para aprimorar programas de transferência de renda em situações de emergência. Cooperação visa apoiar governos da região, preparando autoridades para implementar com rapidez sistemas que distribuem recursos para a população em crises humanitárias.

Marita Perceval, diretora regional do UNICEF, e Miguel Barreto, do PMA, assinaram o acordo em Roseau, na Dominica, no início de um workshop para avaliar o programa de alocação de recursos implementado no país pelas duas agências. Em parceria com o governo, a iniciativa foi criada para levar assistência à população após a passagem pela nação caribenha do furacão Maria, em setembro do ano passado.

A estratégia forneceu transferências emergenciais de dinheiro para 25 mil pessoas, beneficiando 6 mil crianças. Os pagamentos ajudaram as famílias a satisfazer suas necessidades e adquirir bens básicos, como comida, roupas, itens de higiene, materiais escolares para meninos e meninas e recursos para a reconstrução de suas casas.

“O dinheiro de emergência ajudou os dominicanos vulneráveis que perderam tanto a se levantarem novamente. O dinheiro era uma tábua de salvação para as pessoas afetadas, mas também permitia que recuperassem força e esperança inestimáveis”, disse Barreto.

“Sabemos que esses programas funcionam e podem ser usados efetivamente pelos governos, com nosso apoio conjunto da ONU, para se preparar e responder a futuras emergências”, acrescentou.

Perceval afirmou que “quando cuidamos de uma criança em uma emergência, não estamos apenas dando proteção imediata, estamos nos certificando de que ela possa desenvolver todo o seu potencial”. Na sua avaliação, a transferência de recursos monetários “rompe a barreira entre o trabalho humanitário e o de desenvolvimento”.

Em contextos de calamidade, causados por desastres naturais ou conflitos, as transferências – em dinheiro ou vales – permitem que as pessoas afetadas determinem suas prioridades, fortalecendo sua autonomia e dignidade. Tais programas também estimulam as economias locais e revitalizam os mercados.

No documento assinado entre as duas instituições, o UNICEF e o PMA concordam em realizar avaliações de viabilidade para determinar se as transferências monetárias em uma resposta de emergência serão úteis em um determinado país ou contexto. As agências também assumem o compromisso de cofinanciar, desenvolver e fortalecer programas do tipo.


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