ONU promove fórum para propor soluções para acabar com malária, HIV e tuberculose em Angola

O encontro tem o objetivo de identificar modalidades de trabalho conjunto entre o governo, as Nações Unidas e a sociedade civil e aumentar a eficácia e eficiência de respostas às três doenças.

Tratamento de malária numa clínica do Huambo em Angola. Foto: USAID/Alison Bird.

Tratamento de malária numa clínica do Huambo em Angola. Foto: USAID/Alison Bird.

O Ministério da Saúde angolano, em parceria com o Sistema das Nações Unidas em Angola, realiza na capital Luanda, de 1 a 3 de Setembro, o Fórum Nacional das Organizações da Sociedade Civil HIV, Tuberculose e Malária. O encontro serve para identificar modalidades de trabalho conjunto entre o governo, as Nações Unidas e a sociedade civil e aumentar a eficácia e eficiência de respostas ao HIV, tuberculose e malária.

O fórum conta com a presença do secretário de estado da saúde, o coordenador residente das Nações Unidas em Angola, a ministra da Família e Promoção da Mulher, bem como representantes da sociedade civil, setor privado e organizações das Nações Unidas.

O coordenador residente da ONU em Angola, Paolo Balladelli, parabenizou o empenho do governo e do povo angolano para a reconstrução do país e desenvolvimento do bem-estar de todos desde a conquista da paz em 2002. No entanto, sublinhou que o país ainda enfrenta importantes desafios no âmbito da saúde, que afetam negativamente o desenvolvimento social e econômico.

“Para superar o desafio que Angola enfrenta com a alta prevalência de doenças endêmicas e infectocontagiosas, o governo adotou como prioridade a Estratégia a Longo Prazo “Angola 2025” e uma Política Nacional de Saúde orientadas no combate ao HIV/AIDS, malária, Tuberculose e outras doenças”, explicou.

Para ele, além do governo, a sociedade civil também joga um papel de extraordinária importância em criar condições de acesso das famílias e comunidades aos serviços de saúde, ao conhecimento dos direitos humanos da população e no combate à discriminação, visando a obtenção de resultados no combate da malária e tuberculose, assim como na erradicação do HIV/Aids até o ano de 2030.