ONU: Produção global da indústria registra nova desaceleração, sobretudo na Europa e na América Latina

Baixos resultados dos países industrializados – como o pequeno crescimento da produção industrial europeia de 1,3% – afetaram negativamente as economias emergentes. Recessão se aprofundou na América Latina e a produção caiu em 5,3% no Brasil.

 Indústria têxtil em Chimaltenango, na Guatemala. Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann.

Indústria têxtil em Chimaltenango, na Guatemala. Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann.

O crescimento da produção industrial global apresentou nova desaceleração, enquanto a recuperação europeia ficou estagnada e as economias industriais emergentes, principalmente as latino-americanas, experimentaram baixo crescimento, de acordo com o relatório Produção Industrial Mundial, publicado pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI) nesta terça-feira (9).

O documento afirma que a produção global cresceu em 3% no terceiro trimestre de 2014, em comparação ao mesmo período do ano passado. A taxa de crescimento produtivo mundial vem caindo consecutivamente durante 2014, uma vez que o índice foi de 4,1% no primeiro trimestre do ano e de 3,4% no segundo. 

Os baixos resultados dos países industrializados – como a média de crescimento da produção industrial de apenas 1,3% nas economias europeias – tiveram efeito negativo nas economias emergentes, cuja produção cresceu a taxa marginal de 0,1% no terceiro semestre deste ano. A recessão se aprofundou na América Latina, onde a produção caiu em 5,3% no Brasil, 1,2% na Argentina, 1,4% no Chile, 2,8% no Peru e 11% na Colômbia. 

As principais contribuições para o crescimento global no terceiro trimestre foram feitas pela China, pelos Estados Unidos e pelos países do sudeste asiático. Já a produção da Itália recuou em 1,1%, ao passo que crescimentos nominais de 0,1% e 1,0% foram observados, respectivamente, na França e na Alemanha.