ONU presta homenagem a vítimas de Hiroshima em aniversário de 74 anos do ataque

Em homenagem àqueles que morreram após o lançamento da bomba atômica em Hiroshima, assim como muitos outros cujas vidas foram devastadas nos anos que se seguiram, o secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou nesta terça-feira (6) a “coragem e liderança moral” das vítimas ao lembrar o mundo dos “custos humanos da guerra nuclear”.

“A reação aos eventos cataclísmicos de 6 de agosto de 1945 também foi o começo de um impulso global para garantir que armas nucleares jamais fossem usadas novamente”, disse a alta representante para assuntos de desarmamento, Izumi Nakamitsu, em nome do secretário-geral da ONU, durante a Cerimônia Anual da Paz em Hiroshima.

Ela afirmou, no entanto, que “tensões entre Estados que detêm armas nucleares estão crescendo” e que instituições para desarmamento e controle de armas, que tornaram o mundo mais seguro há décadas, estão sendo questionadas.

Civis feridos reúnem-se no pavimento oeste de Miyuki-bashi, em Hiroshima, Japão, por volta das 11h da manhã, em 6 de agosto de 1945, após ataque de bomba nuclear. Foto: ONU/Yoshito Matsushige

Em homenagem àqueles que morreram após o lançamento da bomba atômica em Hiroshima, assim como muitos outros cujas vidas foram devastadas nos anos que se seguiram, o secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou nesta terça-feira (6) a “coragem e liderança moral” das vítimas ao lembrar o mundo dos “custos humanos da guerra nuclear”.

“A reação aos eventos cataclísmicos de 6 de agosto de 1945 também foi o começo de um impulso global para garantir que armas nucleares jamais fossem usadas novamente”, disse a alta representante para assuntos de desarmamento, Izumi Nakamitsu, em nome do secretário-geral da ONU, durante a Cerimônia Anual da Paz em Hiroshima.

Os habitantes de Hiroshima e Nagasaki, impulsionados pelos sobreviventes — chamados de hibakusha em japonês — estão no centro desses esforços, disse ela. “O mundo está em dívida com eles por sua coragem e liderança moral ao lembrarem o custo humano da guerra nuclear”, disse Nakamitsu. “Hoje, estamos infelizmente testemunhando uma piora do ambiente de segurança internacional”.

Ela afirmou que “tensões entre Estados que detêm armas nucleares estão crescendo” e que instituições para desarmamento e controle de armas, que tornaram o mundo mais seguro há décadas, estão sendo questionadas.

Reiterando a principal mensagem que os hibakusha disseminaram no mundo todo ao longo de décadas, ela destacou que “a única garantia contra o uso de armas nucleares é sua eliminação total”.

Nakamitsu lembrou que o desarmamento nuclear foi assunto da primeira resolução da Assembleia Geral, datada de 1946. “Este objetivo sustenta a nova agenda de desarmamento que apresentei no ano passado”, disse, repetindo seu pedido para que líderes mundiais “intensifiquem esforços rumo a este objetivo”.

Marcando o aniversário de 74 anos do primeiro uso de uma arma nuclear em guerra, Nakamitsu destacou que quase 14 mil ogivas nucleares existem hoje em dia. Segundo a alta representante, muitas destas ogivas fazem parte de protocolos para lançamento rápido.

A alta representante da ONU destacou que, “inspirada pelo espírito resiliente do povo de Hiroshima”, está “completamente comprometida em trabalhar com os hibakusha e todas as outras partes para alcançar nosso objetivo mútuo: um mundo livre de armas nucleares”.