ONU: Povos indígenas precisam de apoio extra contra mudanças climáticas

Mais de 400 milhões de indígenas no mundo estão vulneráveis às mudanças climáticas, segundo a UNESCO. Conferência da ONU sobre o tema discute formas de contribuir para reforço da resiliência dessas comunidades.

Cacique Raoni, do Mato Grosso, no Brasil, participa de encontro sobre o tema. Foto: UNESCO/P. Chiang-Joo

Cacique Raoni, do Mato Grosso, no Brasil, participa de encontro sobre o tema. Foto: UNESCO/P. Chiang-Joo

Mais de 400 milhões de indígenas no mundo vivem em territórios altamente vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas, como os nativos samis, do norte europeu, os bérberes que vivem em Marrocos, indígenas aldeões no Alasca ou comunidades de Vanuatu no Oceano Pacífico, alertou por meio de um comunicado a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

A conferência “Resiliência em tempos de incerteza: os povos indígenas diante das mudanças climáticas” aconteceu nos dias 26 e 27 de novembro em Paris, França. Seu objetivo foi compreender como as contribuições que diversos sistemas de conhecimento, como o dos indígenas, podem reforçar a resiliência contra mudanças climáticas, destacando a relação entre diversidade cultural e sustentabilidade do ambiente global, segundo a UNESCO.

De acordo com a agência da ONU, as comunidades indígenas precisam de apoio para reforçar sua resiliência aos efeitos das mudanças climáticas.

A relatora especial da ONU sobre os direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, pediu por uma “adaptação e resiliência bem-sucedidas alcançadas por meio de processos dirigidos pela comunidade, sensíveis às histórias locais, ecologias e prioridades”.