ONU: políticas nacionais podem compensar impacto do desemprego causado pela concorrência no mercado

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O comércio leva a ganhos de produtividade e benefícios significativos para os consumidores, especialmente os pobres, mas também pode ser responsável por deslocamentos de empregos que devem ser enfrentados através de políticas nacionais sólidas e capazes de ajudar a recuperação dos desempregados.

Foi o que afirmaram economistas da Organização Mundial do Comércio (OMC), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial nessa semana (10) durante lançamento de relatório.

Da esquerda, o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo; o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim; a diretora-executiva do FMI, Christine Lagarde; e o CEO das Câmaras de Comércio da Alemanha, Martin Wansleben, no lançamento em Berlim do relatório ‘Tornando o comércio um motor de crescimento para todos’ Foto: OMC

Da esquerda, o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo; o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim; a diretora-executiva do FMI, Christine Lagarde; e o CEO das Câmaras de Comércio da Alemanha, Martin Wansleben, no lançamento em Berlim do relatório ‘Tornando o comércio um motor de crescimento para todos’ Foto: OMC

O comércio leva a ganhos de produtividade e benefícios significativos para os consumidores, especialmente os pobres, mas também pode ser responsável por deslocamentos de empregos que devem ser enfrentados por meio de políticas nacionais sólidas e capazes de ajudar a recuperação dos desempregados.

Foi o que afirmaram economistas da Organização Mundial do Comércio (OMC), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial nessa semana (10), durante lançamento do relatório ‘Tornando o comércio um motor de crescimento para todos’.

De acordo com economistas das três organizações, na última parte do século XX, a integração comercial ajudou a impulsionar o crescimento econômico em economias avançadas e em desenvolvimento através de maior produtividade; maior competição, resultando em qualidades de vidas mais elevadas; e melhores escolhas e preços para os consumidores.

“Olhando para trás, o comércio tem tido um impacto muito positivo nos padrões de vida de milhões de pessoas nas últimas décadas”, disse o diretor-geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo.

O relatório observa que as perdas de postos de trabalho em determinados setores ou regiões das economias avançadas foram resultado, em grande parte, das mudanças tecnológicas, e não do comércio.

Segundo Azevêdo, “o desafio que temos diante de nós é apoiar os trabalhadores de hoje e treinar os trabalhadores de amanhã”.

A OMC, o FMI e o Banco Mundial apelam aos governos nacionais para prosseguirem com políticas de mercado de trabalho “ativas” e “passivas”, como programas de treinamento, auxílio à busca de emprego e seguro salarial, a fim de facilitar a reintegração dos desempregados no mercado de trabalho.

Os organismos internacionais também pediram às autoridades nacionais que estabilizem as famílias desempregadas com programas de trabalhos passivos de curto prazo, com subsídio de desemprego e apoio à renda.

“Políticas eficazes de educação e de habilidades profissionais também são essenciais na preparação dos trabalhadores para as mudanças das economias modernas”, frisaram os especialistas.

O relatório também apela a uma maior integração comercial, de modo a fortalecer o crescimento global e promover um ambiente comercial inclusivo.

Segundo o documento, áreas tradicionais, como a agricultura, necessitam de mais atenção, enquanto setores como os serviços, bem como o comércio digital, representam domínios em que uma maior reforma comercial pode dar uma contribuição forte ao crescimento.


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