ONU pede US$ 64,5 milhões para dar assistência a 731 mil pessoas na RD Congo

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Necessidades humanitárias das populações afetadas pela violência em Kasaï, na República Democrática do Congo, exigem recursos num valor 400% mais alto do que o orçamento anteriormente previsto no início de 2017. Mais de 1 milhão de congoleses já foram deslocados pela onda de violência que teve início em agosto de 2016 e registrou escaladas nas últimas semanas.

Moradores de Kasaï aguardam distribuição de alimentos por organizações humanitárias. Foto: OCHA

Moradores de Kasaï aguardam distribuição de alimentos por organizações humanitárias. Foto: OCHA

Para dar assistência aos 731 mil moradores de Kasaï, na República Democrática do Congo, as Nações Unidas fizeram um apelo na quarta-feira (26) por 64,5 milhões de dólares. Verba financiará programas de ajuda humanitária pelos próximos seis meses na região — que é o mais recente foco de tensões na nação africana.

Segundo estimativas do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas pela onda de violência, que teve início em agosto de 2016, em Kasaï Central, e se propagou para as províncias vizinhas de Kasaï do Leste, do Oeste, Lomami e Sankuru. Atualmente, cerca de 40 organizações humanitárias nacionais e internacionais conduzem operações de emergência nos cinco departamentos.

“A crise de Kasaï é uma crise aguda de proporções massivas num país que já está passando por uma das emergências humanitárias mais implacavelmente severas do mundo”, alertou o coordenador humanitário da ONU no país, Mamadou Diallo.

De acordo com o OCHA, as necessidades das populações afetadas exigem recursos num valor 400% mais alto do que o orçamento anteriormente previsto no início do ano. Mesmo antes do recrudescimento da crise, o Plano de Resposta Humanitária da ONU e parceiros para 2017 havia recebido apenas 66 milhões de dólares de um total de 748 milhões solicitados a doadores internacionais.

O pedido por mais fundos feito nesta semana fornecerá alimentos, água, remédios, utensílios domésticos, serviços de saúde e proteção para menores de idade, mulheres vítimas de violência e outros civis que também sofreram violações de seus direitos.

“Uma resposta eficaz exige que mais financiamento seja alocado (para as populações), uma vez que atores humanitários não podem retirar recursos de suas operações nas províncias do Leste (do país) para apoiar a crise de Kasaï”, acrescentou Diallo.


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