ONU pede US$ 46 mi para alimentar 350 mil venezuelanos na Colômbia

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Verba permitirá a implementação de um programa de assistência de oito meses, ao longo dos quais o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) fornecerá assistência para os venezuelanos, especialmente mulheres e crianças, vivendo em abrigos temporários. O organismo internacional também dará apoio emergencial a projetos de alimentação escolar e auxiliará as famílias de migrantes a se integrar nas comunidades anfitriãs.

Venezuelanos em abrigo nos arredores de Cúcuta, na Colômbia. Foto: ACNUR/Paul Smith

Venezuelanos em abrigo nos arredores de Cúcuta, na Colômbia. Foto: ACNUR/Paul Smith

Para levar comida a cerca de 350 mil venezuelanos que chegaram à Colômbia, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) fez um apelo na semana passada (27) por 46 milhões de dólares. Verba também será usada para dar apoio às comunidades que estão acolhendo os migrantes. Em muitas dessas localidades, a população colombiana vive na pobreza.

“Precisamos urgentemente de fundos para que possamos levar ajuda vital às famílias de migrantes que deixaram suas casas para trás e que não sabem de onde virá a sua próxima refeição”, afirmou o diretor regional do PMA para América Latina e Caribe, Miguel Barreto.

O orçamento de mais de 40 milhões permitirá a implementação de um programa de assistência de oito meses, ao longo dos quais a agência da ONU fornecerá assistência alimentar para os venezuelanos, especialmente mulheres e crianças, vivendo em abrigos temporários. O organismo internacional também dará apoio emergencial a projetos de alimentação escolar e auxiliará as famílias de migrantes a se integrar nas comunidades anfitriãs.

Barreto elogiou a “grande generosidade” dos colombianos que receberam e continuam a abrir suas portas para os deslocados da crise da Venezuela.

O plano do PMA faz parte de uma resposta mais ampla, definida e implementada por outras agências da ONU na Colômbia, a pedido do governo nacional.

De acordo com o Programa Mundial de Alimentos, a assistência será estendida a comunidades indígenas vulneráveis, que também estão lidando com as consequências do fluxo de venezuelanos. Em algumas áreas, os migrantes já são mais da metade da população local.

Atualmente, o PMA trabalha com abrigos e cozinhas comunitárias administradas por organizações religiosas e outros parceiros. A agência das Nações Unidas compra os itens necessários ao preparo de refeições quentes para venezuelanos recém-chegados.


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