ONU pede US$ 430 mi para prestar assistência humanitária no Afeganistão

Civis afetados por conflitos armados no Afeganistão recebem assistência humanitária em Kunduz. Foto: UNAMA

As Nações Unidas e instituições humanitárias parceiras solicitaram nesta segunda-feira (15) 430 milhões de dólares para prestar assistência à população do Afeganistão. Soma será utilizada para para levar ajuda a 2,8 milhões de pessoas vulneráveis — entre elas, indivíduos afetados por conflitos e desastres naturais e grupos de expatriados que viviam no Irã e no Paquistão, mas estão retornando ao país.

“Em muitas partes do Afeganistão, a violência não dá trégua e as pessoas precisam de apoio mais do que nunca”, explicou o coordenador humanitário da ONU no país, Toby Lanzer. O apelo do organismo prevê um plano de ação que envolve mais de 150 organizações internacionais e nacionais de assistência humanitária.

Entre os desafios, está o recrudescimento dos conflitos armados. Em 2017, foi registrado o número mais alto de confrontos dos últimos dez anos. A quantidade de pessoas mortas e feridas também atingiu níveis próximos aos recordes. Embates afetaram diretamente 2 milhões de pessoas, das quais 500 mil eram deslocadas internas.

Também no ano passado, cerca de 500 mil afegãos regressaram ao seu país de origem, depois de buscar refúgio no Irã, Paquistão e outras nações.

O Plano Humanitário de Resposta para 2018 prevê assistência emergencial, como o fornecimento de comida e abrigo, tratamento médico e intervenções no campo da nutrição, sobretudo para crianças e vítimas de desastres atuais ou recentes.

Além dos 2,8 milhões de afegãos beneficiados pela estratégia, a ONU também espera mobilizar recursos para outras 8,7 milhões de pessoas que passam necessidades agudas, devido a problemas como desemprego e falta de meios de subsistência, deslocamento prolongado, efeitos das mudanças climáticas e subfinanciamento do sistema de saúde.

“A assistência de emergência humanitária não pode trazer uma solução para necessidades tão crônicas, tais como terrenos para habitação ou empregos e treinamento vocacional para tirar as pessoas da pobreza e de (situações de) fragilidade”, acrescentou Lanzer.