ONU pede US$ 38 mi para ajudar mais de 340 mil ucranianos em zona de conflito

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Quase quatro anos de enfrentamento contínuo no leste da Ucrânia tiveram um impacto significativo na vida das comunidades da região. Verba de 38 milhões de dólares permitirá à Organização Internacional para as Migrações (OIM) ajudar mais de 340 mil ucranianos que não têm acesso adequado a comida, cuidados médicos, água e empregos.

Situação no leste da Ucrânia segue volátil, colocando milhares de pessoas em risco. Foto: ACNUR

Situação no leste da Ucrânia segue volátil, colocando milhares de pessoas em risco. Foto: ACNUR

Para oferecer assistência a mais de 340 mil pessoas no leste da Ucrânia, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) lançou nesta semana (17) um apelo por 38 milhões de dólares. Segundo a agência da ONU, população enfrenta crise humanitária aguda, causada pelo prolongado confronto na região.

“Os 340 mil indivíduos em necessidade crítica neste ano representam um aumento no número original de 215 mil habitantes que a organização ajudou ao longo dos quatro anos desde o início do conflito”, disse o porta-voz da OIM, Joel Millman, em coletiva de imprensa em Genebra. De acordo com o representante do organismo internacional, falta “o básico”, incluindo comida, cuidados médicos, água e empregos.

Quase quatro anos de enfrentamento contínuo no leste da Ucrânia tiveram um impacto significativo na vida das comunidades da região. Os últimos dados da OIM indicam que mais de 10 mil pessoas foram mortas nos combates, mais de 200 mil ficaram feridas e mais de 1,4 milhão teve de abandonar suas casas. A alimentação, a qualidade da água e dos serviços de saúde e saneamento também pioraram significativamente.

O ano de 2018 será um período crítico para que a agência possa mudar sua abordagem, passando do fornecimento de ajuda humanitária para o estímulo ao crescimento local. “Fechar as lacunas entre as intervenções humanitárias e de desenvolvimento é fundamental para atender simultaneamente às necessidades urgentes e de longo prazo das comunidades afetadas por conflitos”, ressaltou a organização.


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