ONU pede US$ 1,6 bi para levar assistência a 5,4 milhões de somalis

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Na Somália, o número de indivíduos que estão à beira da fome aumentou dez vezes desde janeiro do ano passado. Foi o que revelou nesta semana (17) o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). Organismo lançou um apelo por 1,6 bilhão de dólares para levar assistência humanitária a 5,4 milhões de pessoas.

Crianças somalis internamente deslocadas esperam para receber comida do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA). Foto: OCHA/Getty/Giles Clarke

Crianças somalis internamente deslocadas esperam para receber comida do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA). Foto: OCHA/Getty/Giles Clarke

Na Somália, o número de indivíduos que estão à beira da fome aumentou dez vezes desde janeiro do ano passado. Foi o que revelou nesta semana (17) o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). Organismo lançou um apelo por 1,6 bilhão de dólares para levar assistência humanitária a 5,4 milhões de pessoas.

Em 2018, cerca de 1,2 milhão de crianças deverão ficar malnutridas. Dessas 232 mil enfrentarão subnutrição aguda e severa e correrão risco de vida. As estimativas são a consequência de um 2017 marcado por níveis recordes de deslocamento forçado dentro do país. De janeiro a outubro do ano passado, 1 milhão de somalis tiveram de abandonar suas comunidades devido ao conflito interno ou a estiagens.

Cerca de 6,2 milhões de pessoas — quase metade da população total de 12,3 milhões de habitantes — precisam de assistência humanitária no país.

“As necessidades de segurança alimentar quase dobraram na comparação com a média dos últimos cinco anos, com cerca de 2,4 milhões em situação de crise e 866 mil em situação de emergência — isto quer dizer, a um passo da fome — em toda a Somália. O número de somalis à beira da fome aumentou dez vezes desde o mesmo período no ano passado”, enfatizou o coordenador humanitário da ONU para o país, Peter de Clercq.

Na avaliação do dirigente, é preciso prover ajuda humanitária e, ao mesmo tempo, buscar soluções de longo prazo. “Se continuarmos a salvar vidas sem, paralelamente, construir resiliência, então teremos apenas postergado uma crise de fome, em vez de preveni-la.”

O plano do OCHA e parceiros busca combater problemas crônicos de proteção, garantindo assistência para os mais vulneráveis em momentos de crise, como os deslocados internos, mulheres e crianças.


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