ONU pede reconhecimento da importância das florestas para o desenvolvimento

Indígenas guarani-kaiowá, em Mato Grosso do Sul, ajudam a preservar o meio ambiente. Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Funcionários das Nações Unidas pediram nesta sexta-feira (21) aos países para intensificar os esforços e recursos dedicados às florestas, que oferecem inúmeros benefícios econômicos e sociais, além de ser essencial para o combate às alterações climáticas.

“As florestas são os pulmões de nosso planeta”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em sua mensagem para o segundo Dia Internacional das Florestas e da Árvore, observado em 21 de março.

As florestas cobrem um terço de toda a área de terra e abrigam 80% da biodiversidade terrestre. São cruciais para enfrentar um grande número de desafios de desenvolvimento sustentável, como a erradicação da pobreza, a segurança alimentar, a mitigação e adaptação às mudanças climáticas para a redução do risco de desastres.

Cerca de 1,6 bilhão de pessoas – incluindo mais de 2 mil povos indígenas – dependem das florestas para sua subsistência. As florestas também ajudam combater naturalmente as alterações climáticas.

“O Dia Internacional das Florestas e da Árvore é dedicado à conscientização sobre a importância de todos os tipos de florestas e árvores para o nosso bem-estar econômico, social, ambiental e cultural. Mas a conscientização deve ser apoiada em ações concretas”, disse Ban Ki-moon.

Grace, que sorri na foto, trabalha de forma voluntária para apoiar os esforços de proteção da floresta no Quênia. Foto: UNFF/Riccardo Gangle

Em 2012, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou 21 de março como o Dia Internacional das Florestas para comemorar e aumentar a conscientização sobre a importância de todos os tipos de florestas. Os países foram incentivados a organizar atividades que envolvam florestas e árvores, como as campanhas de plantação de árvores.

Enquanto os países trabalham para criar uma agenda global de desenvolvimento futuro, a ONU pediu que eles reconheçam os benefícios ecológicos, econômicos, sociais e de saúde das florestas em todo o mundo, observando que, nos últimos anos, o desmatamento mundial alcançou uma taxa “alarmante”.

Mais de 13 milhões de hectares de floresta são destruídos todo ano. O desmatamento é responsável por 12 a 20% das emissões de gases de efeito estufa globais, que contribuem para o aquecimento global.

Dados divulgados por ocasião do Dia Internacional pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) confirma que áreas florestais continuam a diminuir globalmente, com as maiores perdas de florestas tropicais ocorrendo na América do Sul e África.

Melhorar a informação sobre os recursos florestais é um fator-chave para deter o desmatamento ilegal e a degradação das florestas, disse a FAO, que está usando este dia de ano para discutir formas de melhorar a disponibilidade de informações sobre o estado das florestas em todos os níveis: nacional, regional e global.

“Se quisermos ser sérios sobre travar o desmatamento, em linha com o desafio ‘Desmatamento Ilegal Zero’ da FAO, deve ser premissa a disponibilidade de informação”, disse o diretor-geral da agência da ONU, o brasileiro José Graziano da Silva.