ONU pede que os mais de 15 mil sobreviventes do ebola tenham garantia de assistência médica

Enfermeira conforta paciente diagnosticado com ebola. Foto: OMS/Chris Black

A transmissão do ebola parou em Serra Leoa; e, na Guiné, um bebê, registrado como último caso, está sendo tratado. Já na Libéria, outro país em observação, um novo caso foi registrado nesta sexta-feira (20). O enviado especial das Nações Unidas para Ebola, David Nabarro, disse nesta quarta-feira (18) que a prioridade agora é garantir que os milhares de sobreviventes e suas famílias na África Ocidental tenham acesso a todo o apoio de que precisarem.

“Eles precisam de oftalmologistas, porque sabemos que a visão pode ser afetada depois do ebola. Eles precisam de assistência médica. Frequentemente eles apresentam terríveis dores nas articulações. Precisam de sistemas de cuidados de saúde sexual. Precisam de suporte psicológico. Às vezes eles precisam de apoio financeiro”, afirmou Nabarro, ressaltando que os sobreviventes de ebola são estigmatizados.

Para ele, também é importante que todos os países afetados pela epidemia tenham capacidade de proteger, detectar e reagir à doença, caso ela volte a se manifestar. Por isso, Nabarro e outros médicos estarão checando para assegurar a implementação de um sistema de resposta rápida em cada país.

Destacando que os mais de 15 mil sobreviventes resistiram a um surto que matou mais de 11.300 pessoas, Nabarro afirmou que sua terceira prioridade é honrar aqueles que foram afetados pela doença e garantir que o mundo saiba lidar com esse tipo de problema de uma forma melhor no futuro.