ONU pede que autoridades da Tunísia assegurem liberdade de reunião pacífica

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O Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) pediu nesta sexta-feira (12) que as autoridades da Tunísia assegurem que manifestantes não sejam detidos de forma arbitrária e que todos os presos sejam tratados com pleno respeito aos direitos processuais e outras garantias fundamentais.

Protesto durante Fórum Social Mundial na Tunísia em 2013. Foto: UNIC Rio/Natalia da Luz

Protesto durante Fórum Social Mundial na Tunísia em 2013. Foto: UNIC Rio/Natalia da Luz

O Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) pediu nesta sexta-feira (12) que as autoridades da Tunísia assegurem que manifestantes não sejam detidos de forma arbitrária e que todos os presos sejam tratados com pleno respeito aos direitos processuais e outras garantias fundamentais.

“Observamos de perto as manifestações em toda a Tunísia e a resposta das autoridades”, disse Rupert Colville, porta-voz do ACNUDH, a jornalistas em Genebra, expressando preocupação com o alto número de prisões. Desde segunda-feira (8), 778 pessoas foram detidas, cerca de 200 delas tinham entre 15 e 20 anos.

“As autoridades devem assegurar que aqueles que exercem seus direitos à liberdade de expressão e à reunião pacífica não sejam impedidos de fazê-lo”, ressaltou.

Antes do aniversário da revolução de 2011, em 14 de janeiro, é particularmente importante garantir que os manifestantes possam protestar pacificamente.

Aqueles que vão às ruas devem ter contenção e calma, disse Colville. Foram registrados saques, vandalismo e violência, incluindo danos às delegacias de polícia e lojas, mas os manifestantes pacíficos não devem ser responsabilizados ou penalizados pelos atos violentos de outros, acrescentou.

O ACNUDH incentivou todas as partes a trabalharem juntas para resolver, com pleno respeito aos direitos humanos, os problemas econômicos e sociais que motivam as manifestações, disse ele.


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