ONU pede proteção de jornalistas e da liberdade de imprensa no mundo

Em homenagem a jornalistas do mundo todo que “colocam suas vidas em jogo” para contar histórias importantes, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lamentou na segunda-feira (25) que a liberdade de imprensa esteja diminuindo, e pediu aos tomadores de decisão que protejam jornalistas e trabalhadores da mídia.

Guterres destacou que a maioria dos jornalistas detidos e atacados no mundo é formada por repórteres que trabalham em seus próprios países e comunidades. No geral, “a maioria dos jornalistas e membros da mídia mortos, feridos ou detidos estavam cobrindo política, crime, corrupção e direitos humanos”, e não conflitos, declarou.

Jornalistas em serviço. Foto: EBC

Jornalistas em serviço. Foto: EBC

Em homenagem a jornalistas do mundo todo que “colocam suas vidas em jogo” para contar histórias importantes, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lamentou na segunda-feira (25) que a liberdade de imprensa esteja diminuindo, e pediu aos tomadores de decisão que protejam jornalistas e trabalhadores da mídia.

“Percorremos um longo caminho para alcançar liberdade de expressão e outras liberdades fundamentais. O direito de acesso à informação está enraizado na lei em mais de 100 países”, disse Guterres durante evento dos 70 anos da Associação de Correspondentes Credenciados das Nações Unidas (ACANU). “Apesar destes avanços nos anos recentes, o espaço cívico tem diminuído em todo o mundo em nível alarmante”.

Em pouco mais de uma década, mais de 1 mil jornalistas foram mortos enquanto trabalhavam. Em nove a cada dez casos, ninguém foi responsabilizado pelo crime. Apenas no ano passado, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) relatou que ao menos 99 jornalistas foram mortos e milhares foram atacados, assediados, detidos ou presos por acusações falsas e sem o devido processo. Mulheres jornalistas frequentemente estão sob risco maior, enfrentando ameaças online e violência sexual.

O secretário-geral da ONU destacou que a vasta maioria dos detidos e atacados é de jornalistas trabalhando em seus próprios países e comunidades. No geral, “a maioria dos jornalistas e membros da mídia mortos, feridos ou detidos estavam cobrindo política, crime, corrupção e direitos humanos”, e não conflitos.

Descrevendo esta situação como “revoltante”, o chefe da ONU afirmou que, “quando jornalistas são alvo, sociedades como um todo pagam o preço”, à medida que “nenhuma democracia está completa sem liberdade da imprensa”.

Ao descrever a importância do jornalismo e da mídia para a paz e a justiça, e para o trabalho das Nações Unidas, Guterres prestou homenagem às pessoas que vão “aos lugares mais perigosos do planeta para nos trazer informações importantes, para dar voz às pessoas que estão sendo ignoradas e abusadas, e para responsabilizar os poderosos”.

“Nos dois anos desde que me tornei secretário-geral, a mídia trouxe à tona dramáticos sofrimentos em zonas de conflito, grandes casos de corrupção e nepotismo, limpezas étnicas, violência sexual premeditada e com base em gênero e mais, de cada canto do globo”, disse Guterres. “Em alguns casos, estes relatos foram base para investigações de observadores independentes e de jornalistas de direitos humanos”.

A Assembleia Geral da ONU, o Conselho de Segurança e o Conselho de Direitos Humanos condenaram ataques a jornalistas e expressaram apoio à liberdade da imprensa através de diferentes processos, incluindo o Plano de Ação da ONU para a Segurança de Jornalistas e a Questão de Impunidade. Além disso, a Assembleia Geral da ONU escolheu o dia 2 de novembro como Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas.


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