ONU pede proteção de civis vítimas de deslocamento forçado no Sudão do Sul

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O coordenador humanitário para o Sudão do Sul, Serge Tissot, pediu ontem (1º) ao governo do país que garanta que milhares de civis abrigados na região de Aburoc, no estado do Alto Nilo, não sejam alvos de ataques. Tissot também solicitou a forças de oposição que assegurem que áreas densamente habitadas por civis sejam e permaneçam desmilitarizadas.

Milhares de civis chegaram a Aburoc, no Sudão do Sul, após a retomada da ofensiva do governo e os confrontos ao longo do rio Nilo. Foto: OCHA/Gemma Connell

Milhares de civis chegaram a Aburoc, no Sudão do Sul, após a retomada da ofensiva do governo e os confrontos ao longo do rio Nilo. Foto: OCHA/Gemma Connell

O coordenador humanitário para o Sudão do Sul, Serge Tissot, pediu ontem (1º) ao governo do país que garanta que milhares de civis abrigados na região de Aburoc, no estado do Alto Nilo, não sejam alvos de ataques. Tissot também solicitou a forças de oposição que assegurem que áreas densamente habitadas por civis sejam e permaneçam desmilitarizadas.

“Os civis em Aburoc vivem com medo e sem saber o que pode acontecer no dia seguinte”, disse o alto-funcionário da ONU em comunicado à imprensa.

De acordo com o Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), milhares de civis chegaram a Aburoc nos últimos dias. Muitos caminharam por dias a pé e estão chegando esgotados e fracos. Segundo relatos da imprensa, milhares estão indo em direção ao Sudão por medo de futuros ataques.

O OCHA informou que, entre 23 e 24 de abril, organizações humanitárias deslocaram pessoal de Kodok e Aburoc em meio à escalada de conflitos na região. Vários funcionários locais permanecem na comunidade e estão fazendo todo o possível para ajudar as pessoas necessitadas. No entanto, nos últimos dias, os principais recursos humanitários foram saqueados pelas forças da oposição e outros grupos.

“Exijo o retorno imediato de todos os bens humanitários saqueados em Aburoc, que são absolutamente vitais para a ação humanitária”, disse Tissot.

Uma equipe de várias agências visitou Aburoc no dia 29 de abril para avaliar a situação em primeira mão. Recentemente, o Fundo Central das Nações Unidas de Resposta à Emergência (CERF) liberou verbas para apoiar a ampliação das operações de assistência em locais onde os civis estão chegando.


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