ONU pede para comunidade internacional ajudar a combater crise na Somália e no Quênia

Vice-Secretária-Geral para Assuntos Humanitários afirmou que cerca de 2,5 milhões de pessoas no Chifre da África ainda precisam de ajuda humanitária.

A Secretária-Geral Adjunta para Assuntos Humanitários, Catherine Bragg. (ONU/Paulo Filgueiras).

A Vice-Secretária-Geral para Assuntos Humanitários, Catherine Bragg, alertou neste sábado (12/05) a comunidade internacional para a necessidade de fornecer ajuda aos cerca de 2,5 milhões de pessoas no Chifre da África, usando como referência ações bem sucedidas no ano passado, quando foi possível reverter o quadro de fome na Somália.

“Devemos nos inspirar nesses frágeis ganhos. O número de pessoas que precisam de ajuda alimentar diminuíram em 1,5 milhões, mas 2,5 milhões de pessoas ainda estão em crise e este é um número muito grande”, disse Bragg, que também é Vice-Coordenadora de Emergência das Nações Unidas.

“As condições de fome não estão mais presentes na Somália, em grande parte devido à entrega efetiva da ajuda e da boa colheita no início do ano, mas a situação humanitária continua crítica”, ressaltou Bragg, no final de uma visita de cinco dias na Somália e no Quênia. O foco agora deve ser ajudar as pessoas a recuperar seus meios de subsistência, como uma forma de aumentar a resistência a futuras secas e outros choques.

No Quênia, Bragg saudou o compromisso do Governo em aumentar a resiliência das comunidades em zonas afetadas pela seca. Mas alertou que o país ainda corre perigo. A seca do ano passado fez com que 3,8 milhões de quenianos dependessem de ajuda alimentar e cerca de 2,2 milhões de pessoas ainda precisam de assistência, incluindo 250 mil em crise humanitária.