ONU pede moratória à pena de morte nos EUA após execução malsucedida

Escritório de direitos humanos apontou que este é o segundo caso em 2014. Homem morreu após ataque cardíaco. ONU reafirmou posição contrária à pena de morte sob quaisquer circunstâncias.

Segundo o escritório de direitos humanos da ONU, em 2014 já se registraram no país dois casos de sofrimento extremo causados por execuções malsucedidas. Foto: ONU/Martine Perret

Segundo o escritório de direitos humanos da ONU, em 2014 já se registraram no país dois casos de sofrimento extremo causados por execuções malsucedidas. Foto: ONU/Martine Perret

As Nações Unidas consideraram cruel, desumano e degradante o tratamento dado a Clayton Lockett durante a sua execução no estado norte-americano de Oklahoma, no dia 29 de abril.

Segundo o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), a morte prolongada de Clayton Lockett – que acabou por morrer de ataque cardíaco após a execução malsucedida – é o segundo caso em 2014 de aparente sofrimento extremo causado pelo mal funcionamento das injeções letais.

A ONU apelou às autoridades dos EUA para que imponham uma moratória imediata ao uso da pena de morte. “A aparente crueldade que envolve estas recentes execuções simplesmente reforça o argumento de que as autoridades nos EUA deveriam impor uma moratória imediata ao uso da pena de morte e trabalhar para a abolição desta prática cruel e desumana.”

As Nações Unidas relembram a sua oposição à pena de morte em quaisquer circunstâncias e chamam a atenção para a 8ª emenda da Constituição dos EUA, que afirma “nem um castigo cruel e incomum [deve ser] infligido”.

Nos EUA, 32 dos 50 estados ainda têm a pena de morte em suas leis, além do governo federal e dos militares. Dezoito estados aboliram a pena de morte, mais recentemente Maryland em 2013 e Connecticut em 2012.