ONU pede mais financiamento para evitar corte de 25% na comida para refugiados em Ruanda

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Agências de assistência humanitária da ONU fizeram um apelo na quinta-feira (11) por mais financiamento para programas que levam comida e renda a refugiados vivendo em Ruanda. Falta de verba levou a uma redução de 25% na quantidade de alimentos e de recursos financeiros disponibilizados para 100 mil estrangeiros no país. Cerca de 11 milhões de dólares são necessários para retomar prestação adequada de serviços.

Cerca de 130 mil congoleses e burundeses dependem de assistência humanitária em Ruanda. Foto: ACNUR/S. Masengesho

Cerca de 130 mil congoleses e burundeses dependem de assistência humanitária em Ruanda. Foto: ACNUR/S. Masengesho

Agências de assistência humanitária da ONU fizeram um apelo na quinta-feira (11) por mais financiamento para programas que levam comida e renda a refugiados vivendo em Ruanda. Falta de verba levou a uma redução de 25% na quantidade de alimentos e de recursos financeiros disponibilizados para 100 mil estrangeiros no país. Cerca de 11 milhões de dólares são necessários para retomar prestação adequada de serviços.

Distribuídas pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA), porções alimentares para refugiados oferecem o valor de 2,1 mil calorias por dia — o mínimo para uma vida saudável. Contudo, a ausência de recursos levou a um corte de 10% no tamanho das porções em novembro e dezembro do ano passado. Desde o início de janeiro, a redução aumentou para 25%.

Já a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) obteve, até dezembro de 2017, apenas 19% de seu orçamento total para as vítimas de deslocamento forçado que fugiram para Ruanda. No país, cerca de 130 mil burundeses e congoleses morando em acampamentos precisam de assistência humanitária para sobreviver.

“Agradecemos aos doadores por sua prolongada generosidade e apoio. Ao mesmo tempo, pedimos urgentemente mais financiamento para a assistência humanitária de modo que possamos dar aos refugiados a assistência de que dependem”, afirmou o diretor nacional do PMA em Ruanda, Jean-Pierre de Margerie.

O ACNUR e o PMA começaram a canalizar recursos para garantir o atendimento das populações mais vulneráveis, além de apoiar a compromisso do governo ruandês em beneficiar 18 mil refugiados com um programa de assistência alimentar até a metade de 2018.

“Agora mais que do que nunca é a hora de encontrar soluções inovadoras e de longo prazo para os refugiados em Ruanda”, disse o representante do ACNUR, Ahmed Baba Fall.

Também até o meio de 2018, yma estratégia conjunta da ONU e das autoridades de Ruanda quer garantir para 60 mil refugiados acesso a empregos formais. Com o objetivo de tornar populações estrangeiras autossuficientes, programa também fornecerá serviços bancários.


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