ONU pede mais ajuda para os deslocados internos na região do Lago Chade, no Sahel

Nas últimas semanas, a piora na situação de segurança da região obrigou mais de 41 mil pessoas a fugir de suas casas em ilhas e buscar áreas mais seguras no interior.

Mercado na cidade de Bol, nos arredores do Lago Chade. Centros de saúde e água limpa permanecem como as principais preocupações. Foto: OCHA/Pierre Peron

Mercado na cidade de Bol, nos arredores do Lago Chade. Centros de saúde e água limpa permanecem como as principais preocupações. Foto: OCHA/Pierre Peron

O coordenador regional humanitário da ONU para o Sahel, Toby Lanzer, pediu, nesta quinta-feira (27), que a comunidade internacional intensifique seu apoio aos desafios humanitários que afetam o Chade, o sétimo maior país receptor de refugiados no mundo.

“Agora é o momento para comunidade de ajuda humanitária aumentar o seu apoio, especialmente para as pessoas da região do Lago Chade”, onde “antes dessa crise recente, um quarto da população da nação precisava de ajuda humanitária”, disse o coordenador regional, após uma visita de quatro dias ao país.

Um comunicado de imprensa revela que somente nas últimas semanas a deterioração da situação de segurança na região obrigou mais de 41 mil pessoas a fugir de suas casas em ilhas e buscar áreas mais seguras no interior. “As pessoas não têm acesso à água potável ou comida suficiente, são altamente vulneráveis à doenças e estão dormindo debaixo de árvores”, disse Lanzer.

“A segurança alimentar de muitas famílias está seriamente comprometida, muito mais do que o normal nessa época do ano”, afirmou, adicionando que a violência impossibilita a pastagem, a pesca e a colheita, deixando essa população sem nenhum meio de subsistência.

Hoje, o país conta com mais de 750 mil pessoas deslocadas, a maioria refugiados chadianos, do Sudão, República Centro-Africana, Líbia e Nigéria. A insegurança alimentar afeta mais de 2,4 milhões de pessoas e há 350 mil crianças que sofrem risco de desnutrição aguda.