ONU pede investigação imparcial de ataque aéreo que matou 47 civis no Iêmen

Segundo o coordenador humanitário das Nações Unidas, mortes de civis no Iêmen por armas durante primeiros cinco meses do ano é maior do que em qualquer parte do mundo no mesmo período.

Meninas deslocadas que vivem com suas famílias em uma sala de aula em Aden, no Iêmen. Foto: ACNUR/P. Rubio Larrauri

Meninas deslocadas que vivem com suas famílias em uma sala de aula em Aden, no Iêmen. Foto: ACNUR/P. Rubio Larrauri

O subsecretário-geraldas Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Stephen O’Brien, disse estar “profundamente perturbado” com o ataque aéreo no Iêmen que matou ao menos 47 civis e feriu 35 em uma festa de casamento nesta quinta-feira (8) na província de Dhamar.

“Cerca de 4.500 civis foram mortos ou feridos por armas explosivas no Iêmen durante os cinco primeiros meses do ano: isso é mais do que qualquer outro país ou crise no mundo durante o mesmo período de tempo“, afirmou. O’Brien acrescentou que com a tecnologia das armas modernas, “não há desculpas para erros”.

O combate entre governo e rebeldes Houthi já dura mais de um ano. O representante da ONU pediu uma investigação imparcial dos casos e compromisso da lei internacional para proteger os civis iemenitas.