ONU pede fundos para aliviar situação humanitária em Gaza e Cisjordânia

Refugiada palestina em abrigo no campo de Khan Dunoun, Síria (2015). Foto: UNRWA/Taghrid Mohammad

A necessidade de ajuda ao território palestino ocupado aumentou após um ano de “séria deterioração na situação humanitária”, disse o coordenador humanitário das Nações Unidas para a região, Jamie McGoldrick, em comunicado na segunda-feira (17).

Os comentários de McGoldrick foram divulgados como parte do Plano de Resposta Humanitária de 2019 para o território palestino ocupado, que pede 350 milhões de dólares para ajudar 1,4 milhão de pessoas. O número representa o máximo de pessoas que a ONU pode, segundo o coordenador, alcançar realisticamente no atual “clima político e de recursos não conducente”.

“Nosso plano para 2019 prioriza assistência a pessoas avaliadas como as que estão em maiores necessidades de proteção, alimentação, assistência de saúde, abrigo, água e saneamento”, disse. “Isto nos permite maximizar os financiamentos limitados. Mas muito mais é necessário e estamos prontos para fazer mais se financiamentos e espaço operacional forem melhorados”.

O coordenador humanitário descreveu 2018 como um ano desafiador para agências da ONU e agentes humanitários na região, especialmente em Gaza. Houve recorrentes surtos de violência e um aumento significativo em mortes por manifestações na cerca fronteiriça entre Gaza e Israel, referidas por palestinos como a “Grande Marcha do Retorno”.

Desde março, mais de 150 palestinos foram mortos e mais de 10 mil ficaram feridos, segundo relatos, por forças israelenses. Consequentemente, o pedido de financiamentos para serviços de saúde em 2019 subiu, refletindo o crescimento na demanda em um setor já sobrecarregado em Gaza.

A economia de Gaza também é uma causa para preocupação, acrescentou. O Banco Mundial descreveu a economia como em “queda livre” em comunicado à imprensa em setembro, com taxas de desemprego, pobreza e insegurança alimentar em crescimento.

McGoldrick afirmou que um aumento em financiamentos de parceiros é esperado para atender as necessidades mais urgentes das pessoas que vivem em territórios ocupados, para proteger os direitos das que vivem sob ocupação e para fornecer serviços básicos às mais vulneráveis.