ONU pede fim de impunidade a crimes cometidos durante conflito no Sudão do Sul

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A impunidade para os crimes cometidos por forças governamentais e por grupos armados durante o conflito no Sudão do Sul continua sendo um dos maiores desafios enfrentados pelo país. O alerta foi feito pela diretora de direitos humanos da Missão da ONU no país (UNMISS), Eugene Nindorera, que encerrou recentemente visita à região de Wau.

Depois de recentes confrontos, muitos civis deslocados continuam buscando segurança em diferentes localidades de Wau, no Sudão do Sul. Foto: Nektarios Markogiannis/UNMISS

Depois de recentes confrontos, muitos civis deslocados continuam buscando segurança em diferentes localidades de Wau, no Sudão do Sul. Foto: Nektarios Markogiannis/UNMISS

A impunidade para os crimes cometidos por forças governamentais e por grupos armados durante o conflito no Sudão do Sul continua sendo um dos maiores desafios enfrentados pelo país.

O alerta foi feito pela diretora de direitos humanos da Missão da ONU no país (UNMISS), Eugene Nindorera, que encerrou recentemente visita à região de Wau.

De acordo com dados da ONU, a escalada da violência no início de abril deixou ao menos 28 civis e 19 soldados do Exército Popular de Libertação do Sudão (SPLA) mortos.

“Falei com vítimas e testemunhas e fiquei abalada ao ouvir como essas pessoas tiveram de fugir de suas casas depois de serem atacadas”, disse Nindorera, após entrevistar 43 sul-sudaneses, incluindo oito mulheres e duas crianças.

“É crucial que as pessoas sejam responsabilizadas pelos crimes que cometeram”, acrescentou.

Ela reconheceu a importância da comissão criada pelo governo de Wau com o objetivo de produzir um relatório abrangente para determinar o motivo dos ataques e identificar os culpados.

“Cumprimento este movimento e encorajo o governador Andrea Mayar Acho a exercer sua autoridade, a fim de garantir o fim da impunidade”, continuou.

Na quinta-feira (20), a UNMISS confirmou que o local de proteção de civis adjacente à base da missão em Wau registrou cerca de 17 mil recém-chegados, sendo principalmente mulheres e crianças, enquanto cerca de 5 mil pessoas haviam procurado o santuário dentro de uma igreja católica na região.

O aumento de pessoas deslocadas tem colocado pressão sobre os serviços humanitários.


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