ONU pede fim das barreiras físicas e culturais que marginalizam pessoas com deficiência

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Atualmente, 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com deficiência. Em pronunciamento no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, lembrado no último domingo (3), o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que esse público permanece, “com demasiada frequência”, excluído da concepção, do planejamento e da implementação de políticas que têm impacto em suas vidas.

ONU pede que países eliminem barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência para ter acesso a serviços e oportunidades. Foto: Banco Mundial/Masaru Goto

ONU pede que países eliminem barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência para ter acesso a serviços e oportunidades. Foto: Banco Mundial/Masaru Goto

Em pronunciamento no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, lembrado no último domingo (3), o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que esse público permanece, “com demasiada frequência”, excluído da concepção, do planejamento e da implementação de políticas que têm impacto em suas vidas. O chefe das Nações Unidas pediu à comunidade internacional que “remova as barreiras físicas e culturais” responsáveis por marginalizar indivíduos.

Atualmente, 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com deficiência. “Muito frequentemente, elas enfrentam discriminação nos mercados de trabalho e no acesso à educação e a outros serviços”, ressaltou o dirigente máximo da Organização.

Guterres enfatizou que o lema central dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) é “não deixar ninguém para trás”. A máxima deve valer para os indivíduos com deficiência. “A Agenda 2030 incorpora o compromisso com a capacitação dos que enfrentam marginalização e exclusão, a fim de reduzir sua vulnerabilidade a choques econômicos, sociais e ambientais”, disse o secretário-geral.

O chefe do organismo internacional acrescentou que “um caminho rumo a instalações, infraestrutura, tecnologias, produtos e serviços inclusivos, acessíveis e utilizáveis deve ser garantido pelas, para e com as pessoas com deficiência”.

Também por ocasião do dia internacional, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, defendeu que “o desenvolvimento não será sustentável se não for inclusivo, e o progresso faz pouco sentido se não for compartilhado”. De acordo com a dirigente, é necessário “capacitá-los (os indivíduos com deficiência) para tornarem-se o que desejarem, independentemente de suas deficiências”.

Para Audrey, “os direitos e as preocupações das pessoas com deficiência devem estar no centro de todos os esforços para impulsionar a resiliência de sociedades diante da mudança e das pressões a elas impostas”.

“Devemos fazer tudo para levar adiante o Marco Sendai 2015 para a Redução do Risco de Desastres, a Carta de 2016 sobre a Inclusão de Pessoas com Deficiência em Ação Humanitária, bem como a Nova Agenda Urbana, trabalhando com todos os governos e parceiros, para proporcionar autonomia às pessoas com deficiência em todas as circunstâncias”, afirmou a chefe da agência da ONU.

Audrey acrescentou que políticas devem abrir espaço para pessoas com deficiência em diversos espaços e domínios. “Isto inclui assegurar a todos o acesso à informação, especialmente para aproveitar o poder das novas tecnologias de informação e comunicação. Isto também admite apoiar a criatividade e os direitos culturais de pessoas com deficiência e assegurar sua plena participação no esporte e na educação física”, defendeu.


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