ONU pede fim da violência no Zimbábue após ataques contra manifestantes

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Depois da divulgação de notícias sobre ataques a manifestantes que protestavam contra os resultados eleitorais no Zimbábue, a ONU pediu aos líderes do país nesta quarta-feira (1) que rejeitem qualquer forma de violência.

De acordo com a imprensa internacional, pelo menos três manifestantes foram mortos na capital Harare depois que as tropas foram enviadas para reprimir protestos contra os resultados das eleições presidenciais. A violência irrompeu dias após o primeiro pleito geral no país desde que o ex-presidente Robert Mugabe foi pressionado a renunciar no ano passado depois de mais de três décadas no cargo.

Homem registra-se para votar pela primeira vez utilizando tecnologia biométrica em Harare, no Zimbábue. Foto: PNUD/Sirak Gebrehiwot

Homem registra-se para votar pela primeira vez utilizando tecnologia biométrica em Harare, no Zimbábue. Foto: PNUD/Sirak Gebrehiwot

Depois da divulgação de notícias sobre ataques a manifestantes que protestavam contra os resultados eleitorais no Zimbábue, a ONU pediu aos líderes do país nesta quarta-feira (1) que rejeitem qualquer forma de violência.

“Estamos preocupados com relatos de que houve incidentes de violência em algumas partes do Zimbábue”, disse o vice-porta-voz da ONU, Farhan Haq, a jornalistas em Nova Iorque.

De acordo com a imprensa internacional, pelo menos três manifestantes foram mortos na capital Harare depois que as tropas foram enviadas para reprimir protestos contra os resultados das eleições presidenciais.

A violência irrompeu dias após o primeiro pleito geral do Zimbábue desde que o ex-presidente Robert Mugabe foi pressionado a renunciar no ano passado depois de mais de três décadas no cargo.

Haq lembrou as autoridades e partidos políticos do país sobre os compromissos que assumiram por meio do Juramento da Paz, assinado em 26 de junho, e do Código de Conduta acordado para um processo eleitoral pacífico.

“Apelamos aos líderes políticos e à população como um todo para que exerçam contenção e rejeitem qualquer forma de violência enquanto aguardam a resolução das disputas e o anúncio dos resultados das eleições”, continuou ele.

Em junho, o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou uma explosão ocorrida em um comício eleitoral no Zimbábue, pouco depois de o presidente Emmerson Mnangagwa — que está concorrendo a um novo mandato — deixar o palco.

Em julho, em meio a relatos crescentes de intimidação e coação de eleitores ligados ao partido governista ZANU-PF, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) ressaltou a necessidade de uma eleição pacífica e confiável.

De acordo com a imprensa internacional, os resultados oficiais até agora mostram que, enquanto o ZANU-PF venceu a maioria das vagas nas eleições parlamentares, o movimento de oposição alega que houve manipulação de votos, e a impaciência têm aumentado com a demora na divulgação dos resultados completos.

Haq concluiu dizendo que a ONU estava monitorando a situação, e pediu que todo o povo do Zimbábue respeite a lei eleitoral, o compromisso de paz e o código de conduta, e “desista de quaisquer declarações inflamadas e se abstenha da violência”.


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