ONU pede esclarecimento da Índia sobre retorno de família rohingya a Mianmar

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) lamentou na sexta-feira (4) a decisão da Índia de repatriar um grupo de muçulmanos rohingya para Mianmar, no segundo retorno do tipo em três meses.

A estimativa é de que haja 18 mil refugiados e solicitantes de refúgio rohingya registrados no ACNUR indiano, vivendo em diferentes lugares do país. Eles fogem de perseguições das forças de segurança principalmente no estado de Rakhine, em Mianmar.

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox’s Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) lamentou na sexta-feira (4) a decisão da Índia de repatriar um grupo de muçulmanos rohingya para Mianmar, no segundo retorno do tipo em três meses.

Uma família rohingya solicitante de refúgio, vinda do estado de Rakhine, foi registrada com o ACNUR na Índia e enviada a Mianmar na quinta-feira (3), após ter sido detida no estado indiano de Assam, onde cumpria sentença prisional desde 2013 por entrada ilegal no país.

Apesar de diversos pedidos, o ACNUR não recebeu uma resposta de autoridades indianas aos pedidos de se reunir com indivíduos detidos com o objetivo de averiguar as circunstâncias e avaliar a voluntariedade da decisão de retorno. Este é o segundo incidente de tal tipo desde outubro de 2018, quando a Índia retornou sete rohingyas para o estado de Rakhine, em Mianmar, onde as condições não são favoráveis.

O ACNUR continua pedindo acesso e busca esclarecimento sobre as circunstâncias sob as quais o retorno aconteceu. A estimativa é de que haja 18 mil refugiados e solicitantes de refúgio rohingya registrados no ACNUR indiano, vivendo em diferentes lugares do país. Eles fogem de perseguições das forças de segurança principalmente no estado de Rakhine, em Mianmar.


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