ONU pede calma a manifestantes após apedrejamento de carros da Organização na RD do Congo

Um membro das forças de paz da ONU e quatro civis congoleses ficaram feridos durante o ataque na manhã de segunda-feira (3) em Bunia, cidade no norte do país.

Chefe da Missão de Paz da ONU na RD do Congo, Martin Kobler, conversando com um grupo de homens em Lubero, na província de Kivu do Norte. Lubero é um dos seis territórios em Kivu do Norte localizados perto do lago Edward, na fronteira com Uganda. Foto: MONUSCO/Sylvain Liechti

Chefe da Missão de Paz da ONU na RD do Congo, Martin Kobler, conversando com um grupo de homens em Lubero, na província de Kivu do Norte. Lubero é um dos seis territórios em Kivu do Norte localizados perto do lago Edward, na fronteira com Uganda. Foto: MONUSCO/Sylvain Liechti

Após veículos da ONU terem sido apedrejados na República Democrática do Congo (RDC), na manhã dessa segunda-feira (3), o chefe da missão de paz das Nações Unidas no país (MONUSCO), Martin Kobler, pediu que os manifestantes utilizem meios pacíficos para se expressar.

Durante o incidente, na cidade de Bunia, um membro das forças de paz perdeu o controle do carro que dirigia e sofreu ferimentos graves na cabeça. Quatro civis congoleses também ficaram feridos.

Segundo a MONUSCO, a Polícia Congolesa Nacional interviu rapidamente e, em cooperação com a Polícia da ONU (UNPOL), “está controlando a situação no terreno”.

A RDC sofreu com guerras civis e conflitos entre facções desde que se tornou independente em 1960, mas com o apoio de uma série de missões da ONU uma certa estabilidade foi restaurada em grande parte do país na última década.

Os conflitos entre forças do governo e grupos rebeldes e sectários continuam a devastar a parte leste do país, particularmente as províncias de Kivi do Norte e do Sul.

Em março, o Conselho de Segurança da ONU autorizou o envio de uma brigada de intervenção para a MONUSCO para realizar operações ofensivas direcionadas, com ou sem o apoio do exército nacional congolês, contra grupos armados que ameaçam a paz no país.