ONU pede às autoridades da RD Congo que continuem engajadas no debate político

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu às autoridades da República Democrática do Congo que, mesmo após término do diálogo nacional mediado pela União Africana, continuem engajadas no debate político no âmbito do processo eleitoral.

Soldado da missão da ONU patrulha em veículo blindado para fornecer proteção para os civis no centro de Beni, República Democrática do Congo (RDC). Foto: MONUSCO/Abel Kavanagh

Soldado da missão da ONU patrulha em veículo blindado para fornecer proteção para os civis no centro de Beni, República Democrática do Congo (RDC). Foto: MONUSCO/Abel Kavanagh

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu na quarta-feira (19) às autoridades da República Democrática do Congo que, mesmo após término do diálogo nacional mediado pela União Africana, continuem engajadas no debate político no âmbito do processo eleitoral.

De acordo com informações da imprensa, os negociadores chegaram a uma decisão sobre a realização das eleições no país em 2018.

Em comunicado emitido por seu porta-voz, Ban elogiou Edem Kodjo — o facilitador da União Africana no diálogo no país —, bem como todos os participantes das negociações pelo compromisso demonstrado com uma solução pacífica para a crise no contexto do processo eleitoral.

Ele também solicitou aos atores não envolvidos nas negociações que resolvam suas diferenças pacificamente o quanto antes.

Segundo o dirigente máximo da ONU, a implementação do acordo contribuirá para um clima mais propício ao respeito dos direitos e liberdades fundamentais para o debate político e para a realização de eleições confiáveis.

“Peço que o governo permaneça ativamente envolvido com todos os intervenientes políticos, através de medidas contínuas de criação de confiança e, especialmente, através da libertação de presos políticos e do pleno respeito ao direito de reunião pacífica e de liberdade de expressão”, disse Ban.

“Reitero a importância crucial de eleições pacíficas para a estabilização e consolidação da democracia no país em conformidade com a Constituição e com a Carta Africana sobre Democracia, Eleições e Governabilidade”, acrescentou.

Na semana passada, em entrevista ao Conselho de Segurança da ONU, o representante especial do secretário-geral e chefe da Missão da Organização de Estabilização da ONU no país (MONUSCO), Maman Sidikou, manifestou profunda preocupação com o impasse no processo eleitoral e o aumento das tensões políticas.

Ele sublinhou a responsabilidade primária do governo e de todas as partes interessadas “de preservar os ganhos duramente conquistados nos últimos anos”.