ONU pede aos países para avançar nas negociações de desarmamento

Em Conferência sobre Desarmamento, ONU pede que países fortaleçam recentes conquistas no campo do desarmamento e aumentem esforços para livrar o mundo das armas de destruição em massa. Reunião, realizada paralelamente à Assembleia Geral, também discutiu como avançar com as negociações sobre o desarmamento multilateral.

Em Conferência sobre Desarmamento, a ONU pediu hoje (24) aos países para fortalecer as recentes conquistas no campo do desarmamento e aumentar os esforços para livrar o mundo das armas de destruição em massa. A reunião, realizada paralelamente à Assembleia Geral, também discutiu como avançar com as negociações sobre o desarmamento multilateral.

“Acreditamos que os dispositivos de desarmamento multilateral precisam funcionar de modo cada vez mais ágil. Apenas a vontade política dos Estados-Membros pode fazer isso acontecer”, disse o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, em declaração na Conferência. Ban lembrou os recentes progressos sobre a questão, incluindo as iniciativas em nível multilateral e bilateral, tais como o novo Tratado sobre Limitação e Redução de Armas Ofensivas Estratégicas, ou START, assinado por Brasil, EUA e Rússia.

Contudo, segundo ele, ainda há muito a ser feito tanto em relação às armas de destruição em massa quanto às convencionais. “Os próximos cinco anos são críticos. Podemos avançar na não-proliferação nuclear e no desarmamento, ou arriscar retroceder”, disse o Secretário-Geral. Apesar de adotar seu primeiro programa de trabalho em mais de uma década no ano passado, a Conferência, o único fórum de negociação sobre desarmamento multilateral do mundo, não foi capaz de traduzir esta iniciativa em progressos substanciais.

O Presidente da Assembleia Geral, Joseph Deiss, observou que para a ONU desempenhar suas funções em relação ao desarmamento é essencial reforçar e revigorar mecanismos de desarmamento. Um aspecto essencial desta tática é abordar o atual impasse enfrentado pela Conferência. “A minha esperança é que o apoio político concedido à Conferência sobre o Desarmamento hoje possa se desdobrar em medidas reais para a realização do nosso objetivo comum de criar um mundo livre de armas nucleares”, disse Deiss.