ONU pede aos Estados que ratifiquem tratado proibindo testes nucleares

O Secretário-Geral, Ban Ki-moon, solicita a todos os Estados-Membros que ainda não ratificaram o tratado das Nações Unidas que proíbe testes nucleares a ratificá-lo. Ban Ki-moon diz que é importante aproveitar o impulso realizado em relação ao desarmamento e à não-proliferação ao longo do ano passado.

Secretário-Geral Ban Ki-moon em visita ao Museu do Semipalatinsk Nuclear Test Site, no Cazaquistão. Foto: ONUO Secretário-Geral, Ban Ki-moon, solicita a todos os Estados-Membros que ainda não ratificaram o tratado das Nações Unidas que proíbe testes nucleares a ratificá-lo. Ban Ki-moon diz que é importante aproveitar o impulso realizado em relação ao desarmamento e à não-proliferação ao longo do ano passado.

Em uma mensagem marcando o primeiro Dia Internacional contra Testes Nucleares, comemorado neste domingo (29), o Secretário-Geral sublinhou que “um mundo livre de armas nucleares é alcançável”, acrescentando que houveram avanços importantes em 2010.

“A conclusão bem sucedida da Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares fortalece o desarmamento nuclear e o regime de não-proliferação “, disse. “Iniciativas ousadas por líderes mundiais e pela sociedade civil estão mostrando o caminho para políticas diferentes e arsenais reduzidos”.

O Secretário-Geral afirmou estar ansioso por “trabalhar com parceiros para conter os gastos em programas nucleares e livrar o mundo da ameaça nuclear. Um pilar central desta estratégia é o Tratado Abrangente de Proibição de Testes Nucleares (CTBT). ”

Dos 182 países que assinaram o tratado, 153 o ratificaram. Nove países – China, República Popular Democrática da Coreia, Egito, Índia, Indonésia, Irã, Israel, Paquistão e Estados Unidos – ainda devem ratificá-lo antes do pacto poder entrar em vigor. A Indonésia anunciou em 3 de maio que já havia iniciado o processo de ratificação do CTBT.

O Dia Internacional contra Testes Nucleares foi estabelecido pela Assembleia Geral, em janeiro, para reforçar “a consciência e a educação públicas em relação aos efeitos dos testes nucleares ou quaisquer outras explosões nucleares e a necessidade de cessá-los como um dos meios para atingir a meta de um mundo livre de armas nucleares”.