ONU pede ao Paquistão que volte a suspender pena de morte

Não há nenhuma prova científica, de acordo com a ONU, de que a pena de morte sirva como um elemento de dissuasão ou contribua para o combate à criminalidade ou o extremismo.

A ONU expressou, nesta quinta-feira (19), profunda preocupação com o número crescente de execuções no Paquistão desde dezembro de 2014 e sobre o recente anúncio do governo paquistanês, no qual suspendeu a moratória da pena de morte para todos os casos, não apenas os relacionados com o terrorismo.

“Recebemos relatos que entre os executados haviam pessoas que eram menores de idade quando o crime foi cometido. De acordo com algumas estimativas, existem mais de 8 mil presos no corredor da morte”, disse um comunicado do escritório da ONU no Paquistão. “A ONU apela para acabar com a execução de qualquer um, em qualquer lugar, que seja condenado por cometer um crime quando é menor de 18 anos.”

Mais de 160 Estados-membros da ONU, com seus diversos sistemas jurídicos e religiosos, já aboliram a pena de morte ou não a praticam. Não há nenhuma prova científica, de acordo com a ONU, de que a pena de morte sirva como um elemento de dissuasão ou contribua para o combate à criminalidade ou o extremismo.

“A ONU no Paquistão, consequentemente, pede ao Governo que restabeleça a moratória o mais rapidamente possível. Estamos prontos para apoiá-lo em fazê-lo e ajudar no fortalecimento do sistema de justiça existente se assim for solicitado”, destacou o comunicado.