ONU pede acesso irrestrito a 400 mil pessoas presas no leste de Ghouta, na Síria

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“Há relatos constantes de intensos bombardeios aéreos que resultaram na morte de vários civis e deixaram centenas de pessoas feridas”, alertou o porta-voz das Nações Unidas. Segundo relatos, as forças do governo impediram, desde o fim de março, que caminhões comerciais entrassem na área, localizada na zona rural de Damasco. Essa medida elevou os preços das mercadorias e contribuiu para o fechamento de várias mercearias locais.

Edificações danificadas no leste de Ghouta, na Síria. Foto: UNICEF/Amer Al Shami

Edificações danificadas no leste de Ghouta, na Síria. Foto: UNICEF/Amer Al Shami

O porta-voz das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, destacou na terça-feira (11) a importância de garantir o acesso humanitário irrestrito às cerca de 400 mil pessoas sob cerco no leste de Ghouta, na Síria.

“Há relatos constantes de intensos bombardeios aéreos que resultaram na morte de vários civis e deixaram centenas de pessoas feridas”, disse Dujarric, sublinhando a deterioração da situação humanitária e de segurança na região.

Segundo relatos, as forças do governo impediram, desde o fim de março, que caminhões comerciais entrassem na área, localizada na zona rural de Damasco. Essa medida elevou os preços das mercadorias e contribuiu para o fechamento de várias mercearias locais.

Além disso, a última entrega humanitária da ONU a qualquer uma das áreas sitiadas do leste de Ghouta foi há seis meses, em outubro do ano passado; e outras áreas não são acessadas desde junho de 2016.

“É fundamental que a ONU e parceiros humanitários tenham acesso à área antes que as condições se deteriorem ainda mais”, disse o porta-voz.

“É muito importante lembrar também às partes envolvidas no conflito de suas obrigações de proteger os civis e as infraestruturas no âmbito do direito internacional humanitário”, acrescentou.

Na semana passada, o enviado humanitário da ONU para o país, Jan Egeland, destacou a situação dos civis presos na região e pediu um cessar-fogo urgente para garantir a entrega segura de ajuda alimentar às pessoas em necessidade, bem como o envio de suprimentos médicos.

Ele também ressaltou a necessidade de reparos especiais nos hospitais da região e pediu que as instalações médicas não sejam alvos de ataques, bem como solicitou uma espécie de sistema de notificação para garantir a segurança dessas unidades de saúde.

“Nós não podemos ter uma situação em que atores armados não garantam que as instalações médicas sejam preservadas”, disse.

“Peço, mais uma vez, o estabelecimento de um sistema de notificação, e espero que este seja o ano em que ele comece a funcionar”, acrescentou.


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