ONU pede à comunidade internacional que apoie Haiti a consolidar ganhos

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Destacando melhorias na situação política haitiana, incluindo a realização das eleições recentes, a representante especial do secretário-geral da ONU no Haiti, Sandra Honoré, pediu que a comunidade internacional continue dando suporte à ilha caribenha para ajudar o país a consolidar os ganhos alcançados.

Representante especial do secretário-geral da ONU no Haiti, Sandra Honoré, visitando um colégio eleitoral em Porto Príncipe, durante as eleições de janeiro de 2017. Foto: MINUSTAH/Logan Abassi

Representante especial do secretário-geral da ONU no Haiti, Sandra Honoré, visitando um colégio eleitoral em Porto Príncipe, durante as eleições de janeiro de 2017. Foto: MINUSTAH/Logan Abassi

Destacando as melhorias na situação política haitiana, incluindo a realização das eleições recentes, a representante especial do secretário-geral da ONU no Haiti, Sandra Honoré, pediu na terça-feira (11) que a comunidade internacional continue apoiando a ilha caribenha para ajudar o país a consolidar os ganhos alcançados.

“As eleições contribuíram para a instalação de todos os representantes diretamente eleitos em todos os níveis hierárquicos do governo do país pela primeira vez desde 2006, incluindo a transferência pacífica do poder para o terceiro presidente democraticamente eleito desde 2004”, disse Honoré.

“O retorno do Haiti à ordem constitucional e ao pleno funcionamento do executivo, do legislativo e do governo local preparou o cenário para que o país enfrente os muitos desafios que o cercam”, acrescentou.

Ela disse que os desafios políticos são os principais impedimentos para um progresso consistente na administração da justiça e dos direitos humanos, de modo a estabelecer com segurança um Estado de Direito e tornar o trabalho policial mais eficaz.

“Esse progresso sólido é necessário para criar condições políticas ao investimento estrangeiro e doméstico e à criação de emprego”, disse.

A representante da ONU pediu ainda às autoridades haitianas que atribuam um ponto focal ministerial para os direitos humanos, bem como agilizem a nomeação transparente e com base no mérito de um representante nacional do povo.

“O progresso alcançado nesses últimos 13 anos no processo de estabilização do Haiti é notável”, afirmou Honoré, acrescentando que renovar a parceria entre as Nações Unidas, a comunidade internacional e o país é importante para garantir que esse desenvolvimento permaneça sustentável.

Citando a recomendação do secretário-geral da ONU de encerrar a missão da organização no país – a MINUSTAH – em seis meses e de criar uma operação menor e com o foco no Estado de Direito, ela disse: “A transição para uma Missão nova e menor deve ser guiada por um Plano de Transição Conjunto que sustente a transferência gradual de tarefas para o governo, parceiros internacionais e para a equipe da ONU no país”.


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